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Google indica 7 artigos para as marcas abandonarem estereótipos em 2020

Neste ano que inicia uma nova década, as marcas precisam, cada vez mais, estabelecer conversas e conexões relevantes com as pessoas. E, para isso, nada melhor do que deixar de lado algumas ideias preconcebidas

22 de fevereiro de 2020

Redação

Recentemente, repercutimos aqui no Brand Publishing Brasil um artigo sobre linguagem neutra de gênero em projetos de conteúdo para marcas. Afinal de contas, exceto por empresas falam para públicos extremamente específicos, a comunicação sempre precisa levar em consideração a diversidade das pessoas que estão lendo. Pois o Think With Google publicou uma lista com 7 artigos para quem quer abandonar os estereótipos em 2020. Um material fundamental para que as marcas tenham cada vez mais possibilidades de estabelecer conversas e conexões relevantes com as pessoas.

De acordo com o blog do Google, “dados são maiores do que estereótipos”. E isso ficou provado com tudo o que a empresa conseguiu reunir e processar em suas pesquisas ao longo de 2019. De acordo com a publicação, é “cada vez menos recomendável traçar estratégias olhando apenas para segmentações demográficas”. Afinal de contas, elas podem cair na armadilha dos tais estereótipos. E, com isso, acabam não se comunicando com uma maior diversidade de pessoas.

Veja os insights que o Think With Google reuniu a partir de 7 artigos.

mulher negra

1. Representatividade e inclusão da mulher negra

Esse estudo foi feito por Maria Clara Fleury (Head de Search Brand Marketing), Claudia Giunta (Consumer Research & Insight Lead) e Christiane Silva Pinto (Gerente de Marketing do Google Brasil, fundadora e líder do Comitê AfroGooglers). Segundo as autoras, no papel de anunciante, o Google também enfrenta desafios para colocar no ar campanhas que provoquem reflexões sobre o status quo, quebrem estereótipos e tragam uma luz positiva sobre padrões nocivos da nossa sociedade.

O estudo do departamento de marketing do Google, que teve início em 2017, passa por toda uma jornada que vai dos primeiros passos – com autocrítica, escuta e diálogos internos – até o desenvolvimento de guidelines. Tudo isso com o objetivo de garantir que as mulheres negras sejam melhor representadas em tudo que é produzido para a marca.

“Já ouviu falar que existe diversidade dentro da diversidade? Então, esse conceito é chamado de pluralidade. As mulheres negras não são todas iguais. Elas apontam que um dos erros das marcas ao tentar retratá-las é mostrar uma versão negra do padrão de beleza branco. Traços finos, pele mais clara, cabelos com ondas bem definidas. Elas querem se ver como são: altas, baixas, magras, gordas, mais velhas, retintas, cabelos crespos, não binárias”, diz o artigo.

2. Conexões verdadeiras com a comunidade LGBTQIA+

Aprendizados e caminhos possíveis, além de reflexões sobre como é necessário e possível abrir espaço para que os próprios protagonistas LGBTQIA+ criem suas narrativas. É este o tema de um artigo assinado por Maria Helena Marinho (Global Lead – Consumer Insights) e Paula Englert (CEO Box 1824). Segundo o Think With Google, dos quase 18 milhões de pessoas que se identificam com a comunidade LGBTQIA+ no Brasil, metade delas se diz disposta a priorizar uma marca que apoie a causa.

As perguntas, no entanto, são: como as marcas e empresas podem compreender o que importa para criarem conexões reais? Como exercer um papel importante e transformador nesse cenário, dentro de uma sociedade que ainda está aprendendo a acolher as diferenças?

“Seja na hora de buscar parcerias com Criadores ou mesmo de escolher a melhor maneira de executar sua mensagem, é importante lembrar: o público LGBTQIA+ não é unidimensional. Ele não deve ser considerado só quando o assunto é diversidade. Sua campanha é sobre games? Viagem? Beleza? As pessoas LGBTQIA+ atuam, consomem e têm interesse em diferentes áreas. A representatividade real precisa partir dessa premissa e também precisa considerar as diferentes classes sociais, raças, identidades de gênero e orientação sexual que compõem a comunidade, ajudando a garantir a visibilidade do maior número de existências possível”, diz o artigo do Google em parceria com a Box 1824.

youtube mulher

3. YouTube: uma ferramenta para as mulheres

As mulheres ocupam cada vez mais espaço nas plataformas online para construir suas narrativas. E isso, mais do que uma simples tendência, é uma realidade. De acordo com um artigo de Marcella Campos, Head de Marketing do YouTube Brasil, cerca de metade das mulheres se sente inclinada a realizar coisas novas depois de ter consumido vídeos no YouTube. De acordo com a executiva, 2019 foi um ano em que cada vez mais as mulheres se apropriaram da plataforma como uma importante ferramenta de ação.

Segundo Marcella, o YouTube é o espaço ideal para o público feminino criar conteúdo próprio, escutar novas vozes, construir novas narrativas e se conectar com outras mulheres. E para as marcas, ela diz, a plataforma é o cenário perfeito para aprender mais sobre a pluralidade dessas mulheres e criar narrativas e conversas mais autênticas.

“E quais são os temas mais sensíveis entre as mulheres? Engana-se quem pensa nos clichês voltados ao “universo feminino”, como maquiagem, dicas de decoração ou culinária. Igualdade de gênero, direitos da mulher e atividades saudáveis surgem com força, assim como privacidade na internet, religião, novos formatos de família, empreendedorismo e economia criativa”, afirma Marcella, em seu artigo.

4. As noções de “velho” foram atualizadas

Rodrigo Maceira, Content Planner do Google, e Natália Calixto, Senior Insights Manager do Google, publicaram recentemente um artigo em que tratam da população senior no Brasil. Segundo o estudo, ao contrário dos estereótipos que vemos na mídia e na publicidade, o público acima dos 60 anos de idade está cada vez mais ativo, produtivo e conectado.

“Eles têm mais tempo para consumir, para pesquisar, para produzir e até para namorar online. O próprio conceito de ‘velho’ mudou, e, se uma coisa não envelheceu bem, foram as noções que temos mantido sobre o que é ser idoso hoje em dia”, afirmam os autores.

A vida digital não cria barreiras entre gerações, como dita o senso comum. Ao contrário, ela pode tornar as fronteiras ainda menos nítidas. De acordo com o artigo de Rodrigo e Natália, a troca de experiências intergeracionais no YouTube, por exemplo, é uma realidade.

“Diversos criadores usam a plataforma para produzir vídeos que derrubam os preconceitos da idade e criam um diálogo com pessoas de outras gerações”, dizem os autores.

geracao z

5. Como se comunicar com Geração Z

Em artigo sobre a chamada Geração Z, Gustavo Casas, Customer Insights Lead do Google Brasil, dá dicas sobre como as marcas podem conquistar a atenção dos sucessores do Millennials. Esse público, na faixa etária até 24 anos de idade, já representa nada menos que 30% da população mundial. E merece atenção cada vez maior, pois certamente irá ganhar mais em importância e influência pelos próximos anos.

“A Geração Z vem transformando radicalmente a maneira de pensar, de agir e de consumir cultura. Muitas vezes, são os próprios jovens de 16 a 24 anos que produzem o conteúdo que consomem, sem intermediários. Com tantas particularidades, fica difícil compreender o que realmente importa para eles. E esses jovens são menos conectados com marcas do que as gerações anteriores. Quando perguntamos do que eles gostam, as respostas são pulverizadas. Muitos nem chegam a ter marcas favoritas, independentemente de as terem experimentado ou não”, afirma o estudo de Gustavo, que já apareceu por aqui no Brand Publishing Brasil.

6. Estereótipos que reforçam ideias equivocadas

Pedro Lugatto, Product Lead, e Julia Frigo, Business Executive do Google, publicaram um artigo no qual mostram as oportunidades que as marcas têm de expandir seus horizontes sobre os hábitos das pessoas nesta que eles chamam de “a era do comportamento”.

Você sabia que a proporção entre homens e mulheres interessados em comprar itens de decoração online é praticamente a mesma? Ou que quase 40% dos hardcore gamers adultos e sem filhos são mulheres? Exemplos como esses comprovam como é “fácil cometer erros se apoiando em estereótipos. O risco que as marcas correm ao segmentar sua estratégia para uma fatia da população é deixar de fora pessoas de alto valor para seu negócio, que podem não se encaixar na maioria ou em um padrão imaginado. Campanhas focadas em comportamentos são mais lembradas justamente pela originalidade e por encontrar quem importa”, diz o artigo.

7. Busca por equilíbrio nas funções e responsabilidades das mulheres

Susana Ayarza, Diretora de Marketing do Google, publicou um artigo no qual levanta dados e propõe reflexões sobre igualdade de gênero. Um assunto que urge em nossa sociedade. E que deve ser uma bandeira levantada por todas as marcas.

De acordo com a autora, “o mundo de hoje pede que as pessoas se dividam entre várias funções e missões, muitas ao mesmo tempo, e precisamos todos nos organizar – todos e todas – para lidar com essa realidade. O problema é quando a mulher, por uma questão cultural, é mais multitarefa que o homem por absorver as funções de casa”.

Além disso, Susana ainda levanta um ponto que, no horizonte, indica uma sobrecarga ainda maior: com a população brasileira ficando mais velha, a mulher pode ter de abraçar, numa escala inédita, o cuidado dos mais velhos.

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