“As organizações empresariais, uma vez apenas anunciantes, agora emergem como protagonistas do Jornalismo contemporâneo. Este fenômeno, conhecido como Brand Publishing, está redefinindo a forma como as notícias são produzidas e consumidas e, ao que tudo indica, aliada a veículos independentes que entenderam o meio digital, pode ser a salvação de um setor em crise”. Este é um pequeno trecho da análise feita por Roberto Francellino, Head de Conteúdo da Barões Brand Publishing em artigo publicado no Portal Mega Brasil Comunicação.

Em seu texto, Francellino traz o contexto atual da indústria de mídia, a necessidade de transformação do Jornalismo, principalmente em um momento em que, ao ficar cada vez mais fraco financeiramente, também teve sua credibilidade minada, com informações gratuitas, produzidas por qualquer pessoa com um celular.

“Redações cada vez mais enxutas, com profissionais cada vez mais juniores e a falta de espaço e recursos nos veículos para as grandes reportagens, fizeram com que a atividade perdesse o seu post de mediador da informação”, diz o jornalista.

O Brand Publishing e a virada de chave

O Head de Conteúdo destaca a virada de chave que o Brand Publishing é capaz de proporcionar dentro do processo de rearranjo da indústria de mídia.

“As organizações empresariais, uma vez apenas anunciantes, agora emergem como protagonistas do Jornalismo contemporâneo. Este fenômeno, conhecido como ‘Brand Publishing, está redefinindo a forma como as notícias são produzidas e consumidas e, ao que tudo indica, aliada a veículos independentes que entenderam o meio digital, pode ser a salvação de um setor em crise”, afirma Francellino.

Além disso, segundo o autor, as marcas têm tempo, recursos e foco para criar conteúdo jornalístico robusto.

“Enquanto muitas redações enfrentam cortes de orçamento e pessoal, projetos de Brand Publishing podem investir em jornalistas experientes, pesquisas aprofundadas e processos inovadores para produzir notícias que realmente importam. E diferentemente do modelo cada vez mais hard news que o digital incutiu no Jornalismo, empresas que entenderam a falência do modelo, estão apostando numa atividade strong news, caracterizada por um conteúdo comprometido com o desenvolvimento de uma indústria”, diz Francellino.

Novos modelos necessários e desejáveis

Por fim, o autor destaca também que novos modelos de Jornalismo continuarão sendo necessários e desejáveis.

“O Jornalismo está longe de estar morto. Pelo contrário, ele está se transformando. Muitos negócios estão se posicionando como os novos guardiões da credibilidade, oferecendo uma alternativa viável e necessária ao Jornalismo tradicional. Em um mundo onde a confiança é escassa e a informação é abundante, as marcas estão mostrando que podem, sim, fazer bom Jornalismo, e isso pode ser a chave para a sobrevivência e prosperidade da indústria”, conclui.