Quando a Barões Brand Publishing foi fundada, em 2017, no Rio de Janeiro, a ideia de que uma empresa poderia operar de forma 100% remota ainda soava, para boa parte do mercado, como algo improvável. Não havia escritório a ser compartilhado. Mas logo no início ficou claro que ele nunca faria falta. Pois desde o momento um, o principal alicerce construído pelos sócios Paulo Henrique Ferreira, Bruno Costa e João Gabriel Pereira foi o da gestão, com processos bem definidos, metodologia própria e uma visão muito clara sobre a empresa que estava nascendo. 

Quase uma década depois, inclusive com uma pandemia no meio, período em que o home office já era cultura consolidada na empresa, a visão inicial virou evidência. E a evidência, agora, tem até certificado.

Do Rio de Janeiro a Montreal, passando por BH

Hoje, a Barões conta com cerca de 50 colaboradores distribuídos entre Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Belém, Seattle (EUA) e Montreal (Canadá), de onde Bruno Costa, um dos sócios-fundadores e Diretor de Estratégia de Dados da empresa, segue desde 2024 cumprindo suas funções normalmente.

A própria história pessoal de quem escreve este artigo ilustra bem esse ponto. Entrei na Barões em 2017 como primeiro funcionário da empresa, ainda morando no Rio de Janeiro. Em 2018, por uma escolha pessoal, me mudei para Belo Horizonte. O trabalho seguiu exatamente como antes. Estou na empresa até hoje, em 2026, a quase 450 km de distância de onde tudo começou.

Nada disso é curiosidade geográfica. É uma declaração de princípios.

Nós não apenas dizemos às marcas que elas podem operar como publishers digitais sem depender de estruturas físicas rígidas. Nós vivemos isso todos os dias, com times que entregam, consistentemente, projetos de altíssima complexidade para empresas como Vale, Itaú, QuintoAndar, ENGIE, Claro Empresas, Cooxupé, Fundação Dom Cabral e Minerva Foods, entre outras.

Mas trabalho remoto, por si só, não é metodologia. É apenas uma condição. E o que transforma essa condição em resultado é o que viemos discutir aqui.

Sem gestão, não há Brand Publishing

Joana Carvalho, Head de Operações e Desenvolvimento de Pessoas da Barões, tem uma frase que resume com precisão cirúrgica o que sustenta toda a operação: “Brand Publishing é consistência e organização. Os processos são imprescindíveis para garantir isso.”

Não é exagero. Um projeto de Brand Publishing envolve, simultaneamente, a construção e manutenção de uma plataforma digital, a operação de uma redação, a produção e distribuição de conteúdo, a coleta e análise de dados e o relacionamento com o cliente. Tudo isso, no caso da Barões, gerenciado de forma remota.

É muita coisa para deixar ao acaso.

Por isso, a estrutura de gestão da Barões foi construída sobre premissas que se retroalimentam: processos bem definidos geram consistência; consistência gera confiança; confiança gera crescimento. Cada projeto tem um grupo de trabalho operacional com contato diário entre as equipes da Barões e eventualmente do cliente, checkpoints semanais com pauta estruturada e conselhos editoriais periódicos para alinhamento estratégico com os principais stakeholders da marca.

Parece burocrático? Pelo contrário. É exatamente esse rigor que garante a agilidade. Quando os processos estão claros, a equipe não desperdiça energia decidindo o que fazer: ela gasta energia fazendo bem feito.

Mas e o presencial?

Você que está lendo pode se perguntar: é 100% remoto, mesmo? No que diz respeito à operação do dia a dia, sim. Mas também o presencial não fica de lado. 

A Barões realiza workshops com os clientes, para integração entre as equipes, compartilhamento de aprendizados e planejamento dos próximos ciclos dos projetos. Além de eventuais reuniões por demanda.

Além disso, a empresa costuma realizar reuniões internas pontuais, como encontros presenciais das lideranças da equipe, e eventos de final de ano, como o Summit Barões 2025, que reuniu os colaboradores de todo o país in loco no Rio de Janeiro. 

A presença física também se dá em eventuais coberturas jornalísticas de eventos por parte dos profissionais das redações de cada hub de conteúdo.

Trabalho remoto e certificado 

Em junho de 2025, a Barões conquistou pela primeira vez a certificação Great Place to Work. Meses depois, no início de 2026, veio o reconhecimento no ranking setorial: Top 3 entre as melhores empresas de comunicação para se trabalhar no Brasil, na categoria pequeno porte (até 100 funcionários), dentro de um universo de 109 agências participantes.

E agora vale pausar aqui para deixar isso assentar. Vamos lá: estamos falando de uma empresa 100% remota, com colaboradores espalhados por oito cidades e três países diferentes, sem um escritório central, sem aquele “bem-estar corporativo” performático de puffs coloridos e geladeira cheia de cerveja.

Pois essa empresa foi considerada uma das três melhores para se trabalhar em seu segmento no país. Como?

A CFO da Barões, Márcia Heuser, entrega a resposta com uma precisão que vai além do RH: “Encaramos a baixa rotatividade não como uma métrica de RH, mas como um indicador de performance financeira. Um ambiente de trabalho estável e respeitoso é o nosso ativo mais valioso.”

Não é discurso. É engenharia de negócio, como ela mesma define.

A lição para quem prega o que não pratica

Percebe-se no mercado de comunicação uma ironia que raramente é dita em voz alta: muitas empresas que vendem narrativas poderosas para seus clientes não conseguem construir uma narrativa coerente sobre si mesmas. Falam de propósito, mas tratam mal quem produz internamente. Defendem autenticidade, mas terceirizam a alma do negócio.

A Barões escolheu outro caminho. E os números mostram que esse caminho é também o mais inteligente do ponto de vista de negócios. Equipes estáveis conhecem profundamente os projetos, os clientes e os processos. A baixa rotatividade reduz custos de recrutamento, onboarding e perda de conhecimento institucional. E colaboradores que confiam na empresa entregam mais e melhor.

Tudo isso, claro, demanda gestão. Não a gestão como controle, mas a gestão como cultura. A diferença entre as duas é enorme. E é exatamente essa diferença que separa as empresas que crescem de forma sólida daquelas que crescem de forma frenética e frágil.

Nove anos, três países e um método

A trajetória da Barões não é uma história sobre trabalho remoto. É uma história sobre o que é possível quando uma empresa decide ser, de verdade, aquilo que acredita.

Na visão propagada pela empresa, o Brand Publishing transforma marcas em fontes confiáveis de informação, o conteúdo de qualidade, produzido com consistência e distribuído com inteligência, constrói audiências reais e reputações duradouras. E isso só é possível com processos sólidos, times bem gerenciados e uma cultura organizacional que respeita quem faz o trabalho acontecer.

Da mesma forma que os clientes são orientados a construírem ativos próprios, sustentáveis e independentes de intermediários, a Barões já construiu internamente uma operação que não depende de um endereço físico para funcionar. Ou sequer de um fuso horário em comum.