O especialista em redação digital Bruno Rodrigues lançou o livro “Prompt, Palavra, Ação: o futuro da escrita digital em ambientes generativos” durante evento realizado na Casa Firjan, no Rio de Janeiro, no último dia 4 de setembro. A obra marca um novo capítulo na trajetória do autor, que há quase três décadas se dedica ao estudo da escrita para meios digitais.
O evento “O futuro da comunicação em tempos de IA” reuniu especialistas de diferentes áreas para discutir os impactos da inteligência artificial generativa no jornalismo, e-commerce, marketing e produção de conteúdo. E antes do lançamento de seu livro, que encerrou a noite, Bruno Rodrigues apresentou a palestra “Prompt Writing e GEO – Otimização de Conteúdos para Sistemas de Inteligência Artificial Generativa”.

Na ocasião, por se tratar de um lançamento físico de um livro digital, Bruno conduziu uma sessão de autógrafos em cartões postais que mandou imprimir, com um QR Code no verso que levava até a página do livro na Amazon.
Para falar a respeito do novo livro e sobre a evolução da redação para meios digitais, batemos um papo exclusivo com o autor.

Mudança radical
De acordo com Bruno, “estamos diante de uma mudança extremamente radical, e talvez a mais inesperada de toda a história da escrita profissional”. Para o autor, profissionais que sempre escreveram para humanos agora precisam escrever também para máquinas que intermediam a comunicação, delegando a redação final aos sistemas de IA generativa.

O livro estrutura-se em três eixos que refletem essa transformação. Na primeira parte, “Prompt”, o autor contextualiza historicamente o termo, demonstrando que seu uso não é recente na informática. A segunda seção, “Palavra”, aborda a dimensão semântica, propondo que a escolha de palavras nos prompts seja baseada em coleta científica do vocabulário real dos públicos. A terceira parte, “Ação”, introduz o conceito de GEO, evolução do SEO para o universo das IAs generativas.
O autor destaca a diferença entre prompt leigo e profissional: “o erro mais comum é aplicar uma mentalidade leiga à construção de prompts profissionais”, observa.
Entre os equívocos recorrentes estão a falta de contexto, ausência de ancoragem semântica e uso pobre de dados semânticos.
Sobre o autor
Com 30 anos de experiência em informação para mídia digital, Bruno Rodrigues já prestou consultoria para mais de 90 empresas e liderou equipes de redação digital da Petrobras por 19 anos.
É autor de seis livros sobre webwriting e UX writing, incluindo a “Cartilha de Redação Web” do Governo Federal, que completa 15 anos em 2025.
Atualmente, Bruno também atua como Especialista de Conteúdo e Gestor de três portais da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), onde aplica metodologias de usabilidade de texto, SEO, linguagem simples e acessibilidade digital, visando assegurar a qualidade de todo o ecossistema de conteúdo.
Entrevista com Bruno Rodrigues
Veja abaixo, na íntegra, a entrevista que fizemos com o autor:
Desde o início dos anos 2000 você é uma referência em webwriting, com vários livros publicados sobre o assunto, inclusive a cartilha “Padrões Brasil e-Gov: Cartilha de Redação Web”, com o padrão brasileiro de redação on-line, que completa 15 anos em 2025. Como você vê a evolução da redação digital no Brasil desde então até a chegada da IA generativa?
A evolução da redação digital no Brasil aconteceu de forma bastante madura, impulsionada principalmente pelas exigências do mercado. Desde o início, a escrita para ambientes digitais esteve muito mais próxima da redação técnica do que da criação publicitária, por exemplo, porque precisa seguir regras, atender objetivos e, acima de tudo, ser funcional. Ou seja, é o contexto que dita o tom, o formato e até o vocabulário. O mercado sempre foi o grande norteador dessa prática: à medida que empresas e instituições passaram a depender cada vez mais do digital para informar, atender, vender ou prestar serviço, surgiu a necessidade de escrever com clareza, agilidade e foco no usuário
E especialmente agora, que você avança no assunto “Prompt Writing”, como você enxerga essa transição de escrever para humanos para escrever também para máquinas que intermediam a comunicação?
Estamos diante de uma mudança extremamente radical, e talvez a mais inesperada de toda a história da escrita profissional. A transição é tão veloz que ainda estamos nos adaptando. Gerações inteiras de profissionais que sempre escreveram para humanos agora se veem diante da necessidade de escrever também para máquinas que intermediam essa comunicação. E o mais impactante: esses profissionais já não são mais os responsáveis diretos pela redação final dos textos.
Essa tarefa vem sendo cada vez mais delegada aos sistemas de inteligência artificial generativa, que aprendem continuamente, evoluem em sofisticação e já executam com precisão tarefas antes consideradas exclusivamente humanas, como a redação técnica
Nesse cenário, o papel de quem escreve mudou: passamos a atuar do outro lado, no planejamento e na engenharia dos prompts. E, assim como na redação técnica, a escrita de prompts também exige seguir regras, conhecer estruturas, respeitar formatos e objetivos. O que permanece é a responsabilidade de produzir conteúdos com clareza, rapidez e intenção. Só que agora, indiretamente: escrevendo para quem vai escrever por nós.
“Prompt, Palavra, Ação” é estruturado nesses três eixos que dão título ao livro. O que o motivou a dividir o conteúdo dessa forma e como essa tríade (prompt, palavra, ação) reflete os desafios atuais da escrita digital?
Na primeira parte, Prompt, faço uma contextualização histórica do termo, mostrando que o uso de prompts não é algo recente. Ele tem raízes profundas na história da informática e da gestão da informação. Minha intenção foi justamente afastar a ideia de que estamos lidando com uma moda passageira. O prompt sempre existiu como ponto de partida entre humano e máquina, o que mudou foi sua complexidade e seu papel estratégico, sobretudo nos últimos três anos.
Na segunda parte, Palavra, que considero o coração do livro, mergulho na dimensão semântica. Aqui, não estamos tratando apenas de palavras-chave, mas de dados semânticos: termos e expressões que representam com precisão a linguagem dos públicos. A escolha das palavras que compõem um prompt não pode ser intuitiva — ela precisa ser embasada em coleta científica, feita por meio de ferramentas específicas, que captam o vocabulário real usado pelas pessoas. Essa parte propõe uma mudança de mentalidade: escrever bem para IA é, antes de tudo, saber ouvir semanticamente os públicos.
Por fim, na parte Ação, abordo a GEO (Generative Engine Optimization), um campo emergente que representa a evolução do SEO para o universo das IAs generativas. GEO é uma prática nova, formalizada há cerca de um ano, mas que já apresenta diretrizes próprias para garantir que os conteúdos sejam não apenas encontrados, mas usados como base pelas respostas geradas por IA. É uma virada de chave para quem produz conteúdo e quer permanecer relevante em um cenário onde a visibilidade passa, cada vez mais, por sistemas generativos.
A tríade prompt, palavra, ação reflete com exatidão a virada de chave que a escrita técnica vive hoje. Ela é o espelho de uma mudança profunda: quem escreve precisa compreender que, neste novo cenário, o comando – ou seja, o prompt – assume um papel ainda mais estratégico do que a redação do texto em si, que passa a ser executada por sistemas de inteligência artificial generativa
A palavra vem como sinal de alerta, e de paixão. Ela representa a centralidade da semântica nesse processo: não basta escrever bem, é preciso escolher termos com precisão, com base na linguagem real dos públicos. A palavra certa não é apenas eficaz, ela é um dado. E essa consciência é o que diferencia o profissional que atua de forma técnica, com propósito e método, da escrita intuitiva e genérica.
Já a ação, representada pelo GEO, é minha contribuição a um campo ainda recente, mas absolutamente necessário. GEO é a continuidade natural da trajetória que venho trilhando há mais de três décadas: a escrita técnica para o meio digital sempre foi baseada em regras, estruturas, padrões, e isso não mudou com a chegada da IA. Ao contrário, tornou-se ainda mais relevante. Acredito que essa característica, a de escrever com método e com foco no uso, continuará a guiar todos os tipos de escrita técnica digital daqui em diante.
Você descreve o Prompt Writing como uma prática distinta e essencial para obter melhores resultados de IAs generativas. Na prática, quais erros mais comuns as pessoas cometem ao escrever prompts — e como evitá-los?
A primeira distinção que considero fundamental é entre dois tipos de prompt: o prompt leigo e o prompt profissional. O prompt leigo é aquele usado no dia a dia por qualquer pessoa, para resolver questões pessoais, obter sugestões rápidas, explorar curiosidades ou até automatizar pequenas tarefas rotineiras. Já o prompt profissional é uma ferramenta estratégica. Ele é utilizado por especialistas em comunicação, marketing, direito, administração, entre outras áreas, com objetivos específicos, prazos apertados e necessidade de alta precisão.
O erro mais comum é justamente aplicar uma mentalidade leiga à construção de prompts profissionais. Isso leva à produção de comandos genéricos, imprecisos ou mal estruturados, o que compromete diretamente a qualidade das respostas.
Entre os equívocos mais recorrentes, destaco três:
- Falta de contexto: muitos prompts não situam adequadamente o sistema sobre o propósito, o público-alvo, o formato esperado e o tom da resposta. Sem essas informações, o conteúdo gerado tende a ser superficial ou desalinhado com a intenção original.
- Ausência de ancoragem semântica: é preciso inserir no prompt palavras e expressões que carregam sentido claro e reconhecível dentro de um determinado domínio. Essa ancoragem semântica ajuda o sistema a interpretar melhor o pedido e a gerar respostas mais alinhadas.
- Uso pobre de dados semânticos: palavras vagas ou genéricas produzem resultados igualmente genéricos. O domínio de dados semânticos — ou seja, o vocabulário técnico, setorial ou cultural que representa o modo como o público se expressa, é essencial para compor
Em resumo, escrever um bom prompt profissional não é apenas uma questão de pedir com mais detalhes. É saber estruturar uma instrução baseada em contexto, intenção, semântica e técnica. Isso exige método, prática e repertório.
O livro ressalta o papel da semântica e do contexto para reduzir alucinações da IA e tornar o conteúdo mais confiável. Que conselhos daria a profissionais de comunicação e marketing que precisam adaptar sua linguagem para esse novo cenário?
Desde 2015, quando o UX Writing ganhou força como prática profissional, o uso da semântica passou a ser orientado por dados concretos, especialmente com o apoio da ciência da informação e de ferramentas específicas de coleta e análise semântica. Isso já foi absorvido por boa parte do mercado, mas agora, com a inteligência artificial generativa, essa necessidade se intensifica.
Por isso, meu principal conselho aos profissionais de comunicação e marketing é: deixem de lado a intuição como ferramenta principal e passem a tratar a linguagem do público como dado mensurável. A adaptação da linguagem para sistemas de IA não pode ser baseada em achismos ou brainstorming criativo. Ela precisa ser construída a partir de pesquisas estruturadas, que identifiquem termos fortes, expressões recorrentes e formas reais de dizer
É essa abordagem que reduz alucinações, porque ao oferecer à IA um vocabulário ancorado no uso real, você aumenta a precisão das respostas e a relevância dos conteúdos gerados. Em outras palavras: quanto mais objetiva, contextualizada e semanticamente fundamentada for a linguagem usada nos prompts e nos textos de apoio, maior será a confiabilidade do resultado final.
Você afirma que “SEO foi só o começo” e introduz o conceito de GEO (Generative Engine Optimization). Como esse novo paradigma vai impactar empresas e criadores de conteúdo que querem ser encontrados e citados pelas IAs generativas?
O GEO pode até ser recente, mas já é um desdobramento natural do SEO que começa a impactar fortemente o mercado. Muitas marcas e instituições já estão adaptando seus conteúdos para atender aos novos parâmetros de GEO, sem abandonar, é claro, os fundamentos clássicos do SEO. Essa combinação é essencial para que os conteúdos continuem sendo encontrados, agora não só pelos buscadores tradicionais, mas também pelas IAs generativas.
A grande virada de paradigma está no fato de que os sites institucionais, portais de empresas, organizações e entidades, passam a ser a principal fonte de coleta de dados e informações desses sistemas de IA. Isso porque o critério número um das IAs generativas é a autoridade da fonte. E nada mais autoritativo do que a própria página oficial de uma instituição quando o assunto é ela mesma.
Isso é uma excelente notícia: os sites oficiais ganham protagonismo na construção das respostas que a IA entrega ao público. Mas, ao mesmo tempo, isso impõe uma nova responsabilidade: é preciso adaptar os conteúdos textuais a essa nova realidade. Não basta mais escrever bem ou otimizar para o Google. É necessário entender como os sistemas generativos coletam, interpretam e sintetizam a informação, e produzir conteúdo que seja, ao mesmo tempo, confiável, estruturado e semanticamente claro.
Você dedica capítulos a discutir o papel do redator, UX writer e content designer nesse novo contexto. Que novas competências os profissionais de escrita digital precisarão desenvolver para permanecer relevantes e valorizados nos próximos anos?
Nos últimos dez anos, a redação para a mídia digital passou por uma transformação silenciosa, mas profunda: o foco saiu da ‘contação clássica de histórias’, centrada no autor, para o storytelling com dados, centrado no público. O dado semântico se tornou protagonista. E isso exigiu do redator, do UX writer e do content designer uma mudança radical de postura: escrever deixou de ser apenas um ato criativo e passou a ser também um ato analítico, técnico e estratégico.
Nesse novo contexto, agora amplificado pela inteligência artificial generativa, a principal competência a ser desenvolvida é a capacidade de lidar com a palavra como dado. O profissional de escrita digital precisa compreender que a produção textual, em si, está sendo cada vez mais automatizada por sistemas de IA. Mas a construção dos comandos, os prompts, ainda depende de quem conhece profundamente o contexto, o público, a linguagem e a intenção.
O papel do redator migra, então, para o lado da engenharia: elaborar perguntas, estruturar ordens, definir formatos e escolher as palavras certas com base em coletas semânticas reais, feitas com método e ferramenta.
A redação técnica para o digital nunca foi sobre inspiração, sempre foi sobre intenção. Agora, mais do que nunca, trata-se de escrever para que outro sistema escreva. E, para isso, é preciso dominar o vocabulário do público, entender o comportamento da IA e saber traduzir objetivos em linguagem funcional.
Dúvidas mais comuns
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Prompt writing é a prática profissional e estratégica de estruturar comandos para sistemas de inteligência artificial generativa, diferenciando-se fundamentalmente do prompt leigo. Enquanto o prompt leigo é usado no dia a dia para resolver questões pessoais e obter sugestões rápidas, o prompt profissional é uma ferramenta estratégica utilizada por especialistas em comunicação, marketing e outras áreas com objetivos específicos, prazos apertados e necessidade de alta precisão. A principal diferença está na aplicação de método, contexto e dados semânticos estruturados.
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Os três erros mais recorrentes na escrita de prompts profissionais são: falta de contexto, onde o prompt não situa adequadamente o sistema sobre o propósito, público-alvo, formato esperado e tom da resposta; ausência de ancoragem semântica, que deixa de inserir palavras e expressões com sentido claro dentro de um domínio específico; e uso pobre de dados semânticos, onde palavras vagas ou genéricas produzem resultados igualmente genéricos. Evitar esses erros exige estruturar instruções baseadas em contexto, intenção, semântica e técnica, com método e prática.
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A semântica e o contexto reduzem alucinações da IA ao oferecer ao sistema um vocabulário ancorado no uso real das pessoas, aumentando a precisão das respostas. Quando você fornece à IA dados semânticos estruturados—termos e expressões que representam com precisão a linguagem dos públicos—você aumenta a confiabilidade do resultado final. Quanto mais objetiva, contextualizada e semanticamente fundamentada for a linguagem usada nos prompts e nos textos de apoio, maior será a precisão das respostas geradas e a relevância dos conteúdos produzidos.
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GEO (Generative Engine Optimization) é a evolução do SEO para o universo das inteligências artificiais generativas, formalizada há cerca de um ano. Ela representa um novo paradigma onde os sites institucionais passam a ser a principal fonte de coleta de dados e informações dos sistemas de IA, com a autoridade da fonte sendo o critério número um. Para criadores de conteúdo, isso significa que é necessário adaptar os conteúdos textuais para que sejam encontrados e citados pelas IAs generativas, produzindo conteúdo que seja confiável, estruturado e semanticamente claro, não apenas otimizado para buscadores tradicionais.
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A redação digital no Brasil evoluiu de forma madura, impulsionada principalmente pelas exigências do mercado. Desde o início, a escrita para ambientes digitais esteve muito mais próxima da redação técnica do que da criação publicitária, porque precisa seguir regras, atender objetivos e ser funcional. À medida que empresas e instituições passaram a depender cada vez mais do digital para informar, atender, vender ou prestar serviço, surgiu a necessidade de escrever com clareza, agilidade e foco no usuário. Com a chegada da IA generativa, essa evolução se intensificou, exigindo que profissionais passem a escrever também para máquinas que intermediam a comunicação.
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No novo contexto de IA generativa, o papel do redator e UX writer migra para o lado da engenharia: elaborar perguntas, estruturar ordens, definir formatos e escolher as palavras certas com base em coletas semânticas reais. A produção textual em si está sendo cada vez mais automatizada por sistemas de IA, mas a construção dos comandos (prompts) ainda depende de quem conhece profundamente o contexto, o público, a linguagem e a intenção. A principal competência a ser desenvolvida é a capacidade de lidar com a palavra como dado, compreendendo que escrever deixou de ser apenas um ato criativo para ser também um ato analítico, técnico e estratégico.
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A semântica baseada em dados é mais importante que a intuição porque a adaptação da linguagem para sistemas de IA não pode ser baseada em achismos ou brainstorming criativo. Desde 2015, com o UX Writing, o uso da semântica passou a ser orientado por dados concretos, especialmente com apoio da ciência da informação e ferramentas específicas de coleta e análise semântica. Ao tratar a linguagem do público como dado mensurável, identificando termos fortes, expressões recorrentes e formas reais de dizer, você aumenta a precisão das respostas da IA e reduz alucinações, tornando o conteúdo gerado mais confiável e relevante.
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O livro estrutura-se em três eixos que refletem a transformação da escrita digital: 'Prompt' contextualiza historicamente o termo, mostrando que seu uso não é recente na informática e que o que mudou foi sua complexidade e papel estratégico; 'Palavra' mergulha na dimensão semântica, propondo que a escolha de palavras nos prompts seja baseada em coleta científica do vocabulário real dos públicos; e 'Ação' introduz o conceito de GEO, a evolução do SEO para o universo das IAs generativas. Essa tríade reflete com exatidão a virada de chave que a escrita técnica vive hoje, onde o comando assume papel estratégico e a semântica se torna central.