Uma pesquisa acadêmica liderada pela diretora nacional de Mídia da Propeg, Fatima Rendeiro, concluiu que urge uma mudança do modelo de negócio de publicidade. Características dos meios de comunicação tradicionais como credibilidade, profundidade, imparcialidade e transparência se perderam e colocam em xeque o modelo atual, na visão da especialista.

Sendo assim, esse cenário indica oportunidadades para novas abordagens dos canais de mídia. Para Fátima, diante dos avanços tecnológicos cada vez mais rápidos, o papel dos agentes do mercado de Comunicação é relacionar o que tem valor para as marcas e conectar isso com o consumidor.

De acordo com dados da pesquisa, por exemplo, sites de conteúdo têm maior credibilidade do que os jornais digitais. No quesito imparcialidade, eles ficam empatados. Já a interatividade é associada principalmente às redes sociais.

Um novo profissional

Diante desse cenário, será necessário um novo profissional do mercado que saiba lidar com avalanche diária de informações e os dados gerados por ela. Poucos profissionais e empresas estão se preparando para isso. “Falamos muito de dados, business inteligence, mas temos dúvidas se estamos conseguindo nos preparar para a origem do problema”, afirma.

O momento atual é, portanto, de desafios e oportunidades. Para Fátima, o caminho para a indústria de mídia se reinventar e se conectar melhor ao consumidor é ter mais profundidade. Além disso, é preciso que a academia se conecte melhor ao mercado e que os profissionais atuais estejam pensando novos caminhos.

Dúvidas mais comuns

O modelo atual de publicidade enfrenta desafios significativos porque características essenciais dos meios de comunicação tradicionais como credibilidade, profundidade, imparcialidade e transparência se perderam. Com os avanços tecnológicos cada vez mais rápidos e as mudanças no mercado de mídia, o modelo tradicional não consegue mais atender adequadamente às necessidades das marcas e consumidores, indicando a urgência de novas abordagens.

As principais características que se perderam nos meios de comunicação tradicionais são credibilidade, profundidade, imparcialidade e transparência. Essas qualidades eram fundamentais para o modelo de negócio anterior e sua perda coloca em xeque a efetividade do sistema atual de publicidade e comunicação.

De acordo com a pesquisa, sites de conteúdo têm maior credibilidade do que os jornais digitais. No quesito imparcialidade, ambos ficam empatados. Já a interatividade é associada principalmente às redes sociais, que se destacam nesse aspecto. Essa análise comparativa mostra como diferentes canais possuem forças distintas no mercado de mídia atual.

Diante dos avanços tecnológicos, o papel dos agentes do mercado de Comunicação é relacionar o que tem valor para as marcas e conectar isso com o consumidor de forma efetiva. Isso requer uma compreensão profunda tanto das necessidades das marcas quanto dos desejos e comportamentos dos consumidores, criando pontes entre esses dois universos.

Será necessário um novo profissional que saiba lidar com a avalanche diária de informações e os dados gerados por ela. Esse profissional precisa compreender não apenas dados e business intelligence, mas também a origem dos problemas que esses dados revelam. Atualmente, poucos profissionais e empresas estão se preparando adequadamente para essa transformação.

Para se reinventar e se conectar melhor ao consumidor, a indústria de mídia precisa ter mais profundidade em seus conteúdos e análises. Além disso, é essencial que a academia se conecte melhor ao mercado e que os profissionais atuais estejam pensando em novos caminhos e soluções inovadoras para os desafios do setor.

O principal desafio é que os profissionais e empresas precisam se preparar para lidar com a origem dos problemas gerados pela avalanche de informações e dados, não apenas com os dados em si. Embora haja muito discurso sobre dados e business intelligence, há dúvidas se a indústria está realmente se preparando para compreender e resolver os problemas fundamentais que esses dados revelam.