Em postagens recentes no X (Ex-Twitter), dois especialistas internacionalmente conhecidos de SEO apresentaram abordagens que se alinham com a evolução dos mecanismos de busca para além do Google tradicional. Tendências, por sinal, que convergem com dois novos conceitos dessa sopa de letrinhas que tanto impacta a distribuição orgânica dos conteúdos: AEO (Answer Engine Optimization) e GEO (Generative Engine Optimization).
O estadunidense Matt Diggity, fundador e CEO of Diggity Marketing, desenvolveu um sistema de auditoria trimestral focado em recuperação de posições. Por sua vez, o britânico Neil Patel, fudador de agência que leva seu nome e um dos maiores nomes do marketing digital no mundo, mapeou a evolução do conteúdo digital para atender tanto o comportamento dos usuários quanto a influência da inteligência artificial.
Sistema de auditoria trimestral adaptado para múltiplos formatos
Matt Diggity propõe um método estruturado que estabelece datas fixas para auditoria: 1º de janeiro, 1º de abril, 1º de julho e 1º de outubro. O sistema compara posições atuais com dados de três meses anteriores, identificando palavras-chave que perderam posições.
A abordagem ganha relevância no contexto atual, onde o conteúdo precisa performar não apenas no Google tradicional, mas também em engines de resposta como ChatGPT, Claude e Perplexity. E permite, pela periodicidade trimestral, identificar quando o conteúdo deixa de atender aos critérios desses diferentes sistemas.
A priorização segue uma hierarquia: artigos que saíram da primeira página recebem atenção imediata, seguidos por conteúdos estáveis que necessitam atualizações para permanecer competitivos em todos os formatos de busca.
Quatro fatores para otimização multiplataforma

O método de Diggity identifica elementos que se aplicam tanto ao SEO tradicional quanto ao AEO e GEO:
- Alinhamento com intenção de busca: A análise da primeira página revela se o formato deve ser lista, ferramenta ou resposta direta – informação crucial para otimizar tanto para Google quanto para engines generativas.
- Posição da resposta: O conteúdo deve entregar a resposta principal acima da dobra, facilitando a extração por sistemas de IA que alimentam respostas geradas automaticamente.
- Formato compatível com processamento de linguagem natural: A estrutura “[consulta] é [resposta]” beneficia tanto o SEO tradicional quanto a indexação por engines de resposta.
- Re-otimização com inteligência artificial: Ferramentas como Surfer identificam ajustes que melhoram a performance em múltiplos sistemas de busca.
Evolução do conteúdo: preparação para AEO e GEO
Neil Patel documenta três fases na criação de conteúdo que refletem a transição do SEO para AEO e GEO. A primeira fase focava em robôs (41% de esforço), priorizando palavras-chave e meta tags. A segunda direcionou-se para humanos (67% de esforço), valorizando experiência do usuário.
A fase atual combina criação para humanos com empacotamento para IA (91% de esforço), exigindo estrutura semântica, entidades incorporadas e formatação para recuperação – elementos essenciais para AEO e GEO.
Esta evolução prepara o conteúdo para ser processado por diferentes tipos de engines: mecanismos tradicionais de busca, sistemas de perguntas e respostas, e geradores de conteúdo baseados em IA.
Veja abaixo o conteúdo postado por Neil Patel no X:

Implementação integrada das estratégias
A combinação das abordagens dos especialistas sugere um cronograma que atende aos três formatos de otimização. O sistema trimestral de Diggity fornece a estrutura temporal, enquanto os critérios de Patel orientam atualizações técnicas compatíveis com SEO, AEO e GEO.
Para cada auditoria trimestral, os profissionais devem verificar se o conteúdo atende aos requisitos de múltiplas plataformas: marcação de esquema para SEO, estrutura de perguntas e respostas para AEO, e formatação semântica para GEO.
Dados de impacto da otimização multiplataforma
A pesquisa da NP Digital, baseada em 6 milhões de páginas, comparou mudanças de classificação antes e depois do lançamento do AI Overviews do Google. Os resultados indicam que páginas otimizadas para IA mantêm posições mais estáveis – um indicativo de que a preparação para AEO e GEO também beneficia o SEO tradicional.
A integração dessas metodologias representa uma resposta às mudanças no ecossistema de busca, onde a capacidade de atender diferentes tipos de engines determina o alcance do conteúdo. A otimização moderna exige preparação simultânea para mecanismos tradicionais, sistemas de resposta e geradores de conteúdo baseados em IA.
Dúvidas mais comuns
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AEO (Answer Engine Optimization) é a otimização de conteúdo para engines de resposta como ChatGPT, Claude e Perplexity, diferenciando-se do SEO tradicional por focar em sistemas de IA que geram respostas automaticamente. Enquanto o SEO tradicional otimiza para o Google e busca por palavras-chave, o AEO exige estrutura de perguntas e respostas diretas, com a resposta principal posicionada acima da dobra para facilitar a extração por sistemas de inteligência artificial.
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GEO (Generative Engine Optimization) otimiza conteúdo especificamente para geradores de conteúdo baseados em IA, enquanto o SEO tradicional foca em mecanismos de busca convencionais. O GEO exige formatação semântica, incorporação de entidades e estrutura compatível com processamento de linguagem natural, preparando o conteúdo para ser processado e sintetizado por sistemas generativos de IA.
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O sistema de Matt Diggity estabelece datas fixas para auditoria: 1º de janeiro, 1º de abril, 1º de julho e 1º de outubro. A metodologia compara posições atuais com dados de três meses anteriores, identificando palavras-chave que perderam posições. Artigos que saíram da primeira página recebem atenção imediata, seguidos por conteúdos estáveis que necessitam atualizações para permanecer competitivos em todos os formatos de busca.
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Os quatro fatores são: (1) Alinhamento com intenção de busca - analisar a primeira página para determinar se o formato deve ser lista, ferramenta ou resposta direta; (2) Posição da resposta - entregar a resposta principal acima da dobra para facilitar extração por IA; (3) Formato compatível com processamento de linguagem natural - usar estrutura '[consulta] é [resposta]'; (4) Re-otimização com inteligência artificial - usar ferramentas como Surfer para identificar ajustes que melhoram performance em múltiplos sistemas.
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A primeira fase focava em robôs (41% de esforço), priorizando palavras-chave e meta tags. A segunda fase direcionou-se para humanos (67% de esforço), valorizando a experiência do usuário. A fase atual combina criação para humanos com empacotamento para IA (91% de esforço), exigindo estrutura semântica, entidades incorporadas e formatação para recuperação - elementos essenciais para AEO e GEO.
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A integração combina o sistema trimestral de Diggity com os critérios de Patel. Para cada auditoria trimestral, os profissionais devem verificar se o conteúdo atende aos requisitos de múltiplas plataformas: marcação de esquema para SEO, estrutura de perguntas e respostas para AEO, e formatação semântica para GEO. Essa abordagem integrada garante que o conteúdo seja otimizado simultaneamente para mecanismos tradicionais, sistemas de resposta e geradores de conteúdo baseados em IA.
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A posição da resposta acima da dobra é crucial porque sistemas de IA que alimentam engines de resposta extraem automaticamente as informações principais do conteúdo. Quando a resposta está posicionada no topo do artigo, facilita a indexação e extração por esses sistemas, aumentando as chances de o conteúdo ser utilizado para gerar respostas automáticas em plataformas como ChatGPT, Claude e Perplexity.
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Pesquisa da NP Digital baseada em 6 milhões de páginas mostrou que páginas otimizadas para IA mantêm posições mais estáveis após o lançamento do AI Overviews do Google. Esse resultado indica que a preparação para AEO e GEO também beneficia o SEO tradicional, sugerindo que a otimização multiplataforma é uma estratégia eficaz para manter visibilidade em diferentes tipos de engines de busca.