vimos por aqui que, por mais sutis que sejam, existem algumas diferenças essenciais entre o que se conhece por marketing de conteúdo e o Brand Publishing. Ao mesmo tempo, no entanto, muitas das dicas e práticas de um podem, e devem, ser aplicadas no outro.

Em uma postagem recente, o blog da Venngage, uma ferramenta para criação de infográficos, destacou 24 dicas de especialistas da empresa aérea LATAM sobre marketing de conteúdo. E assim como as diferenças para o Brand Publishing ficam evidentes num artigo como esse, as similaridades também ficam evidenciadas.

Veja aqui alguns highlights que o Brand Publishing Brasil destacou no artigo da Venngage, sobre práticas do marketing de conteúdo, com dicas que também são muito comuns no Brand Publishing.

1. Pesquisas de palavra-chave

Ana Codeglia, analista de marketing na Hotmart, destaca no artigo o grande número de ferramentas de palavras-chave, que não só ajudam a entender o que o público de uma empresa está procurando na internet, mas também a dar para os profissionais de conteúdo ideias sobre termos relacionados ao seu nicho de mercado.

No Brand Publishing, uma vez que a marca usa uma plataforma proprietária de mídia para contar histórias e se comunicar, se apropriar de palavras-chaves relacionadas ao assunto em questão é algo obrigatório na hora de se montar a estratégia de conteúdo.

2. Análise dos concorrentes

A mesma Ana Codeglia ressalta que ver o que seus concorrentes estão fazendo é fundamental. Com isso, o conteúdo pode trazer ideias ainda melhores para o público da empresa. A profissional aconselha que, além de analisar site e redes sociais da concorrência, o profissional de marketing também pode usar ferramentas como a SEMRush, para ver quais palavras-chave eles estão usando e outros dados importantes.

Na realidade de hoje do Brand Publishing no Brasil, o foco tem que ser liderança e relevância no tema que a marca se propõe a abordar em sua plataforma de mídia. E, para isso, o uso de ferramentas é fundamental. Com elas, e com um aprofundado estudo sobre as já citadas palavras-chave, a redação pode trabalhar o conteúdo de forma mais direcionada, sem perder a qualidade e a relevância da informação passada.

3. Foco no SEO

Palavras-chave não têm esse nome à toa. Ainda dentro dessa seara, o gerente de conteúdo David Ricardo García, da Doinmedia, na Colômbia, destacou no artigo a importância de se pensar a longo prazo.

“É necessário ter uma visão e uma análise de custos a longo prazo: um único artigo de blog de três ou quatro parágrafos bem posicionados organicamente nos mecanismos de busca (SEO), pode se tornar mais eficaz e econômico em seis meses ou um ano, do que um anúncio de duas linhas continuamente promovido durante o mesmo período”, disse o especialista.

4. O funil no marketing de conteúdo

O artigo da Venngage trata de marketing de conteúdo, com dicas sobre o assunto. E com grande foco na geração de leads e em conversões. Justamente por isso, o assunto “funil” não poderia deixar de aparecer. Júlia Vidigal Munhoz, Head de Marketing e Conteúdo da mobLee, no Brasil, abordou a diferenciação dos conteúdos para topo, meio e fundo do funil.

Segundo a especialista, muitos profissionais acabam confundindo as etapas do funil. E, por isso, ela fez um breve resumo de como o leitor do conteúdo se comporta em cada parte:

  • Topo do Funil: o visitante está na fase de reconhecimento do problema. E tem dúvidas sobre suas necessidades. É uma etapa em que o objetivo é trazer mais tráfego para o seu site e entender como guiar esses visitantes para outras fases. O foco é qualificar esse tráfego.
  • Meio de Funil: na etapa intermediária, o leitor já está buscando a resolução dos seus problemas. Mesmo que não faça ideia ainda de como fazê-lo. Nesta etapa, é importante que o conteúdo forneça dicas.
  • Fundo de Funil: é quando leads qualificados são transformados em oportunidades. O visitante já está em busca de soluções concretas. E é nessa hora que o time de vendas da empresa entra em ação.

O funil no Brand Publishing

Em estratégias de Brand Publishing, a prática do funil também pode e deve ser usada. Como falamos neste artigo, muitas vezes, o objetivo de um projeto de mídia proprietária de uma marca é criar awereness. Transformando a marca numa relevante produtora de conteúdo. Nestes casos, o funil costuma ser secundário.

Mas em muitas outras oportunidade, as metas são mais agressivas. Podem ter a ver com geração de leads – com estratégias de meio de funil – ou até mesmo ter metas de conversões – com estratégias de fundo de funil. Neste caso, é importante que o profissional tenha familiaridade com esses conceitos.

Dúvidas mais comuns

Embora compartilhem muitas práticas e estratégias, existem diferenças essenciais entre os dois. O marketing de conteúdo é uma estratégia focada em gerar leads e conversões através de conteúdo relevante, enquanto o brand publishing é quando uma marca se torna proprietária de seus próprios canais de mídia para contar histórias e se comunicar diretamente com seu público, frequentemente com foco em criar awareness e estabelecer liderança no tema abordado.

As pesquisas de palavras-chave ajudam a entender o que o público está procurando na internet e fornecem ideias sobre termos relacionados ao nicho de mercado. No marketing de conteúdo, isso melhora o posicionamento nos mecanismos de busca, enquanto no brand publishing, apropriar-se de palavras-chave relacionadas ao assunto é obrigatório na hora de montar a estratégia de conteúdo para garantir relevância e visibilidade.

Analisar o que os concorrentes estão fazendo permite trazer ideias ainda melhores para o público da empresa. Ferramentas como SEMRush ajudam a identificar quais palavras-chave os concorrentes estão usando e outros dados importantes. No brand publishing, essa análise é fundamental para trabalhar o conteúdo de forma mais direcionada, garantindo liderança e relevância no tema que a marca se propõe a abordar.

O SEO é crucial porque um artigo bem posicionado organicamente nos mecanismos de busca pode se tornar mais eficaz e econômico a longo prazo do que anúncios continuamente promovidos. Um único artigo de blog bem estruturado pode gerar resultados significativos em seis meses ou um ano, oferecendo um retorno sobre investimento superior ao de campanhas publicitárias tradicionais de curto prazo.

O funil de marketing de conteúdo divide-se em três etapas: topo (reconhecimento do problema, foco em qualificar tráfego), meio (leitor busca resolução, conteúdo fornece dicas) e fundo (leads qualificados transformam-se em oportunidades, time de vendas entra em ação). Cada etapa requer conteúdo diferenciado para guiar o visitante através da jornada de compra.

No brand publishing, o funil também pode e deve ser usado, dependendo dos objetivos da marca. Enquanto alguns projetos focam principalmente em criar awareness e estabelecer a marca como produtora de conteúdo relevante (tornando o funil secundário), outras estratégias têm metas mais agressivas, como geração de leads (meio de funil) ou conversões (fundo de funil). É importante que o profissional tenha familiaridade com esses conceitos para aplicá-los adequadamente.

Ferramentas como SEMRush são recomendadas para análise de palavras-chave e monitoramento de concorrentes. Além disso, existem diversas ferramentas de palavras-chave disponíveis no mercado que ajudam profissionais de conteúdo a entender o comportamento de busca do público e identificar termos relacionados ao nicho de mercado, facilitando a criação de estratégias mais direcionadas e eficazes.

O conteúdo deve ser adaptado conforme o estágio do visitante: no topo do funil, o foco é trazer mais tráfego e qualificar visitantes que estão reconhecendo um problema; no meio, o conteúdo deve fornecer dicas e soluções para problemas já identificados; no fundo, o conteúdo deve apresentar soluções concretas e preparar o visitante para a ação de vendas. Essa diferenciação garante que cada visitante receba a informação mais relevante para sua etapa na jornada de compra.