Em seu último artigo do ano de 2022 para o Meio & Mensagem, intitulado “Por um 2023 saudável, pleno e brilhante”, o Diretor Executivo da Barões Digital Publishing, Paulo Henrique Ferreira, fala sobre como a comunicação editorial das marcas será central neste século em que se consolida a “sociedade da informação” e se deixa para trás a sociedade do espetáculo. De acordo com o executivo, que ao longo do primeiro trimestre de 2023 lança o livro “Brand Publishing e Transição Midiática”, as pessoas não precisam ser persuadidas, mas informadas.

“A sociedade da informação inexoravelmente se impôs, não sem a ruptura que períodos de transição midiática demandam. Foi assim na era do telégrafo, que entregou o século XX em sua plenitude. Foi assim com a internet, a plataforma-base do século XXI. Agora, depois de todos os efeitos sentidos nas marcas, organizações e sociedade, somados a uma pandemia de dimensão secular – o rompimento em definitivo -, temos o desafio (e o dever) de entregar o século XXI saudável, pleno e brilhante”, escreveu PH Ferreira.

Informação, transparência e consistência

Na nova arquitetura da comunicação humana, de acordo com o diretor da Barões, a comunicação de marcas deve ensejar informação, transparência e consistência. Dessa forma, “os divertidos reclames dos anos 80” perdem espaço para uma nova abordagem, “muito menos persuasiva e muito mais informativa”.

“A comunicação editorial das marcas será central na sociedade da informação. Com o desafio claro de informar sobre o seu segmento de atuação e seus impactos no todo. Sem ser autorreferente. Pelo contrário: ser um observatório do seus campos semânticos, um destino legítimo de audiências genuinamente interessadas em tais assuntos”, afirmou o Diretor Executivo da Barões.

Muito mais do que conteúdo

Segundo PH Ferreira, essa comunicação editorial demanta muito mais do que simplesmente a produção de conteúdo. É preciso um total domínio das camadas profissionais do publishing digital, como plataforma própria, distribuição, conteúdo e dados primários.

“Essa dinâmica vai mudar toda a arquitetura de comunicação das marcas, transformando seus departamentos de marketing e comunicação em experts de gestão e integração de plataformas – inclusive com as de mídia paga e mídia adquirida, que se estabelecem também transformadas na nova configuração”, disse o executivo.

Educação midiática

PH Ferreira defende que essa reformulação da comunicação das marcas venha junto de um cenário de maior educação midiática, tanto no meio corporativo – com envolvimento estruturado de CEOs, Diretores e demais lideranças – como na sociedade em geral, “que deve ser incentivada a se apropriar de conceitos necessários para o bom consumo da informação”.

“Na visão geral, vamos escalar o novo processo de comunicação editorial que não mais pertence exclusivamente a algumas empresas de um único setor – como era o publishing editorial no século XX -, mas sim, que deve ser dominado por todas as marcas e agentes relevantes. Claro que os publishers clássicos, reinventados, sempre terão seus espaços como players independentes. Porém, as marcas que dominarem o brand publishing também se tornarão agentes fundamentais na comunicação editorial da sociedade da informação”, escreveu PH.

Livro: “Brand Publishing e Transição Midiática”

Ao finalizar o artigo, PH comenta sobre o livro “Brand Publishing e Transição Midiática”, que lança ao longo do primeiro trimestre de 2023. As informações sobre a obra estão no site: livro.brandpublishing.com.br

“Acredito que essa obra vai consolidar muitos conceitos trabalhados também nesse espaço, para que, de agora em diante, a gente foque na consolidação dos novos e brilhantes tempos”, finalizou o executivo.

Dúvidas mais comuns

Brand publishing é a estratégia de comunicação editorial das marcas que as torna donas de seus próprios canais de mídia. Diferentemente da publicidade tradicional, o brand publishing busca informar e educar o público sobre o segmento de atuação da marca, seus impactos e temas relacionados, funcionando como um observatório legítimo de audiências genuinamente interessadas nesses assuntos.

Na sociedade da informação, o modelo de comunicação mudou fundamentalmente. As pessoas buscam informação de qualidade e transparência, não apenas mensagens persuasivas. O brand publishing reconhece essa transformação, adotando uma abordagem muito menos persuasiva e muito mais informativa, alinhada com as expectativas e necessidades do público contemporâneo.

A publicidade tradicional, como os reclames dos anos 80, focava em persuasão e autopromoção. O brand publishing, por sua vez, é uma comunicação editorial que prioriza informação, transparência e consistência, sem ser autorreferente. Busca ser um destino legítimo de informação sobre temas relevantes, em vez de simplesmente vender produtos ou serviços.

Segundo o diretor da Barões, a comunicação editorial das marcas deve se fundamentar em três pilares: informação, transparência e consistência. Esses elementos garantem que a marca funcione como um observatório confiável de seu campo semântico, construindo relacionamentos genuínos com audiências interessadas nos temas que aborda.

Brand publishing demanda muito mais do que simplesmente criar conteúdo. É preciso dominar as camadas profissionais do publishing digital, incluindo plataforma própria, distribuição, conteúdo e dados primários. Essa integração transforma os departamentos de marketing e comunicação em experts de gestão de plataformas, inclusive coordenando com mídia paga e mídia adquirida.

O brand publishing redefine completamente a arquitetura de comunicação das marcas. Os departamentos de marketing e comunicação deixam de focar apenas em campanhas promocionais e passam a ser gestores e integradores de plataformas digitais, coordenando conteúdo, dados e distribuição de forma estratégica e editorial.

A educação midiática é essencial para que tanto as corporações quanto a sociedade em geral compreendam e se apropriem dos conceitos necessários para o bom consumo da informação. Isso envolve o envolvimento estruturado de lideranças corporativas e o incentivo ao público para consumir informação de forma crítica e consciente.

O brand publishing emerge como resposta à transição midiática do século XXI, assim como o telégrafo marcou o século XX e a internet transformou a comunicação contemporânea. Essa transição demanda que as marcas se reinventem como agentes de comunicação editorial, deixando para trás modelos persuasivos e adotando abordagens informativas e transparentes.