Em mais um de sua série de textos para o portal Meio & Mensagem, Paulo Henrique Ferreira, Fundador e Diretor-Executivo da Barões Brand Publishing, publicou recentemente o artigo “Eis o branding da informação”, no qual apresenta um conceito cada vez mais essencial para o posicionamento de empresas no cenário atual: a construção de marcas no campo editorial e informativo.

De acordo com o executivo, o branding da informação é “um esforço objetivo e estruturado para uma marca relevante ocupar a posição de destino editorial sobre seu tema na sociedade da informação”. Ou seja, trata-se de uma evolução necessária em tempos marcados pela desinformação e pela busca crescente por fontes confiáveis.

Marcas como fontes de informação de qualidade

O caminho para uma legitimidade duradoura, conforme destaca PH Ferreira, exige que empresas assumam um papel ativo na produção, curadoria e distribuição de informação de qualidade:

Já não é mais suficiente construir a identidade de uma marca apenas com mensagens publicitárias e aparições eventuais na mídia legada

No artigo, o executivo da Barões compartilha ainda uma reflexão feita em conversa com Ricardo Sapiro, da Touch Branding, que validou a importância do conceito: marcas que desejam liderança de mercado precisam se estabelecer também como referência editorial.

“Ser uma fonte de informação requer mais do que a capacidade de persuadir. É preciso, com honestidade intelectual e compromisso com a informação de qualidade, se estabelecer publicamente como uma expert em seu ramo de atuação”, escreveu PH Ferreira no Meio & Mensagem.

Branding da informação

O diagrama apresentado por PH Ferreira no artigo (e que reproduzimos acima) sintetiza esse movimento: o papel da marca evolui de “apenas anunciante” para “fonte confiável”.

Esse processo envolve três pilares principais — confiança contínua via conteúdo útil (Brand Trust), autoridade e relevância no tema e indexabilidade para buscadores e inteligências artificiais. Juntos, esses elementos sustentam a construção de “thought leadership”, permitindo que a marca lidere debates e aprofunde pautas relevantes.

Na visão de PH Ferreira, essa transformação é mais do que uma estratégia de marketing: é um compromisso genuíno com a sociedade.

Ao reequilibrar os esforços e deixar de ser ‘apenas’ anunciante para se tornar fonte de informação confiável, a marca desenvolve atributos cruciais para a consolidação de seu posicionamento

Paulo Henrique Ferreira, Diretor-Executivo da Barões

Confiança é essencial

Essa perspectiva está em sintonia com o Edelman Trust Barometer, que aponta que confiança é condição essencial para o vínculo emocional entre marcas e pessoas. Como lembra o artigo: “sem confiança, não podemos amar”

O “branding da informação”, portanto, não é um modismo, mas uma necessidade. Como conclui PH Ferreira: “para o (perene) trabalho de construção de marca ser completo, ela precisa investir, de verdade, no ‘branding da informação’”.

Ao colocar a informação no centro da estratégia, as marcas não apenas fortalecem sua reputação, mas também constroem autoridade, engajamento e conversão em uma jornada editorial sólida e consistente.

Dúvidas mais comuns

Branding da informação é um esforço objetivo e estruturado para uma marca ocupar a posição de destino editorial sobre seu tema na sociedade da informação. Trata-se de uma evolução necessária em tempos marcados pela desinformação, onde as marcas deixam de ser apenas anunciantes para se tornarem fontes confiáveis de conteúdo de qualidade, assumindo um papel ativo na produção, curadoria e distribuição de informação relevante.

O branding tradicional se concentra em mensagens publicitárias e aparições na mídia legada para construir a identidade de uma marca. O branding da informação vai além, posicionando a marca como referência editorial e fonte de informação confiável em seu ramo de atuação, exigindo honestidade intelectual e compromisso genuíno com a qualidade da informação compartilhada.

Os três pilares principais são: confiança contínua via conteúdo útil (Brand Trust), autoridade e relevância no tema, e indexabilidade para buscadores e inteligências artificiais. Juntos, esses elementos sustentam a construção de thought leadership, permitindo que a marca lidere debates e aprofunde pautas relevantes em seu segmento.

A confiança é essencial porque é a condição fundamental para o vínculo emocional entre marcas e pessoas. De acordo com o Edelman Trust Barometer, sem confiança não é possível construir relacionamentos duradouros. O branding da informação estabelece essa confiança através da produção consistente de conteúdo de qualidade e posicionamento como expert no ramo de atuação.

Ao colocar a informação no centro da estratégia, as marcas fortalecem sua reputação, constroem autoridade, aumentam o engajamento e impulsionam conversão através de uma jornada editorial sólida e consistente. Marcas que desejam liderança de mercado precisam se estabelecer também como referência editorial, desenvolvendo atributos cruciais para a consolidação de seu posicionamento.

Não. Na visão de especialistas como Paulo Henrique Ferreira, o branding da informação é mais do que uma estratégia de marketing: é um compromisso genuíno com a sociedade. Representa uma transformação fundamental no papel da marca, que deixa de ser 'apenas' anunciante para se tornar fonte de informação confiável, contribuindo para combater a desinformação e elevar o padrão de qualidade informativa.

O branding da informação é uma necessidade porque vivemos em uma sociedade marcada pela desinformação e pela busca crescente por fontes confiáveis. Para que o trabalho de construção de marca seja completo e perene, as empresas precisam investir genuinamente no branding da informação, posicionando-se como referências editoriais em seus temas de atuação.