A revista Field & Stream, fundada em 1871, tem sido uma referência para aventureiros e pescadores nos Estados Unidos. No ano passado, dois artistas de música country adquiriram a publicação, alterando seu modelo de negócio. O objetivo não era mais vender revistas da maneira tradicional, mas usá-la para fortalecer outras marcas. Os artistas também adquiriram a loja Field & Stream da Dick’s Sporting Goods, unificando pela primeira vez a direção da revista e da loja. Artigo assinado por Leonardo Pujol para a República agência de conteúdo trouxe o case internacional. 

Foto: Reprodução/Field & Stream

O articulista indica que o grupo planeja integrar a revista com a Field & Stream Lodge Co., empresa de hospedagem, para transformar hóspedes em assinantes. Eventos como festivais de música também estão previstos, utilizando a revista como um ativo estratégico para gerar valor ao grupo e abrir novas oportunidades de negócios.

E essa é mais uma estratégia de Brand Publishing. 

“A empresa atua como editora, criando sua própria mídia. Diferente de simplesmente produzir conteúdo para redes sociais ou blogs, no brand publishing, a empresa se torna uma mídia proprietária, gerando conteúdo que cativa o público e aumenta a referência e autoridade no segmento. Esse modelo pode incluir a criação de newsletters, portais de notícias ou revistas empresariais”, diz o autor do artigo.

Outros exemplos

Outro exemplo citado é o ex-piloto que comprou a Flying Magazine, reconstruindo a marca e desenvolvendo o mercado de aeronaves.

No Brasil, a revista Exame, adquirida pelo banco BTG em 2019, expandiu para uma vertical de educação e pesquisa independente, publicando matérias de interesse do banco.

Dúvidas mais comuns

Brand publishing é a estratégia de comunicação em que a empresa atua como editora, criando sua própria mídia proprietária. Diferente de simplesmente produzir conteúdo para redes sociais ou blogs, neste modelo a empresa se torna responsável por gerar conteúdo que cativa o público e aumenta sua referência e autoridade no segmento. Esse modelo pode incluir a criação de newsletters, portais de notícias ou revistas empresariais.

A Field & Stream, revista fundada em 1871, foi adquirida por dois artistas de música country que alteraram seu modelo de negócio. Em vez de vender revistas de forma tradicional, a empresa passou a usar a publicação como um ativo estratégico integrado com a Field & Stream Lodge Co., empresa de hospedagem, transformando hóspedes em assinantes. A revista também passou a servir como plataforma para eventos como festivais de música, gerando valor ao grupo e abrindo novas oportunidades de negócios.

No brand publishing, a empresa se torna uma mídia proprietária com controle total sobre sua narrativa e conteúdo, criando uma publicação que funciona como um ativo de negócio duradouro. No marketing de conteúdo tradicional, a empresa produz conteúdo para redes sociais ou blogs, mas não possui uma mídia própria. O brand publishing vai além, transformando a publicação em um canal estratégico que integra múltiplos negócios e gera autoridade no segmento.

A integração de uma revista com outros negócios permite criar uma experiência unificada para o cliente e gerar múltiplas oportunidades de receita. No caso da Field & Stream, a integração da revista com a loja e a empresa de hospedagem permite transformar leitores em clientes de outros serviços, criar eventos que fortalecem a comunidade e aumentar o valor percebido da marca. Essa abordagem transforma a revista de um produto isolado em um ativo estratégico que potencializa todo o ecossistema de negócios.

Além do case Field & Stream, existem outros exemplos notáveis. A Flying Magazine foi adquirida por um ex-piloto que reconstruiu a marca e desenvolveu o mercado de aeronaves. No Brasil, a revista Exame, adquirida pelo banco BTG em 2019, expandiu para uma vertical de educação e pesquisa independente, publicando matérias de interesse do banco. Esses cases demonstram como o brand publishing pode ser utilizado para fortalecer marcas e criar novas oportunidades de negócio.

Uma revista empresarial pode gerar negócios através de múltiplas estratégias: integração com produtos e serviços complementares (como hospedagem ou lojas físicas), transformação de leitores em clientes de outros segmentos, criação de eventos e experiências que fortalecem a comunidade, e desenvolvimento de verticais de educação e pesquisa. A revista funciona como um ativo estratégico que cativa o público e aumenta a autoridade da marca, criando oportunidades para monetização além do modelo tradicional de assinaturas.

Empresas adquirem revistas tradicionais porque essas publicações já possuem audiência estabelecida, credibilidade histórica e autoridade no segmento. Uma revista centenária como Field & Stream, por exemplo, já tem leitores fiéis e reconhecimento de marca. Ao adquirir uma publicação existente, as empresas aproveitam essa base consolidada para implementar estratégias de brand publishing, transformando a revista em um ativo que integra múltiplos negócios e gera valor muito maior do que a venda tradicional de assinaturas.