A inteligência artificial tem dominado os assuntos nos últimos tempos e já demonstrou que não será apenas hype. As discussões são aprofundadas e tratam não somente das preocupações profissionais, mas também das institucionais. 

As expectativas para o segundo semestre referente a IA foram tema de artigo produzido pelo publicitário Thiago Muniz para o Portal TecMundo. 

Muniz traz insights como a regulamentação e o uso para diferentes fins. 

Regulamentação e o “fim dos cookies”

fim dos cookies

No primeiro tópico, Muniz traz informações sobre as regulamentações e o fim dos cookies. 

“Não é porque dá para fazer que vamos fazer. Cada vez mais tudo caminha para um foco crescente na regulamentação e práticas éticas garantindo que as tecnologias sejam usadas de forma transparente e responsável. Além disso, o uso de IA para criar conteúdo e automações: os dados de terceiros vão ser cada vez mais eliminados do digital. Dados de navegação ou de compra os rastros digitais cada vez mais sofrerão regulamentação. Considerando isso, estamos entrando na era onde perguntar a informação certa na hora certa quando o cliente estiver em contato com a marca será primordial para ter mais resultados”.

Análise preditiva e insights em tempo real

As ferramentas capazes de uma maior e melhor análise de dados. “Saindo da era dos prompts de conteúdo e commodities de informações geradas por IA, cada vez mais as ferramentas serão capazes de analisar um grande número de dados gerados em tempo real e realizar ajustes em campanhas. Os dados primários também ganham cada vez mais relevância para a tomada de decisão estratégia”.

 Integração e multicanalidade

“Todo mundo quer ser omnichannel, e ser multicanal de cliente já foi hype há alguns anos. Porém, o grande desafio de integração de canais para melhorar a experiência do cliente se tornará cada vez mais fácil com ferramentas que ajudam a conectar canais de fornecedores diferentes e realizar integrações entre CRM, Whatsapp, Voip, ERP, e-mail, redes sociais e qualquer outro canal necessário para tornar a comunicação mais fluída com o usuário”.

Dúvidas mais comuns

As principais expectativas incluem o avanço da regulamentação e práticas éticas, o fim gradual dos cookies de terceiros, a evolução de ferramentas de análise preditiva em tempo real, e a integração multichannel cada vez mais sofisticada. A IA deixará de ser apenas geradora de conteúdo commoditizado para se tornar uma ferramenta estratégica de análise de dados e tomada de decisão.

A regulamentação crescente está eliminando progressivamente o uso de dados de terceiros, navegação e compra do ambiente digital. Isso significa que as marcas precisarão focar em dados primários e em fazer as perguntas certas no momento certo quando o cliente estiver em contato com a marca. A transparência e responsabilidade no uso de tecnologias se tornarão cada vez mais essenciais para garantir conformidade e confiança.

A análise preditiva em tempo real refere-se a ferramentas capazes de processar grande volume de dados gerados instantaneamente e realizar ajustes automáticos em campanhas. Essa capacidade permite que as empresas saiam da era dos prompts simples de conteúdo e utilizem dados primários para tomada de decisão estratégica mais precisa e ágil.

A integração multichannel permite conectar diferentes canais de comunicação (CRM, WhatsApp, VoIP, ERP, email, redes sociais) em uma única plataforma, tornando a experiência do cliente mais fluida e consistente. Embora a omnicanalidade tenha sido hype há alguns anos, as ferramentas de IA agora tornam essa integração muito mais acessível e eficiente para empresas de diferentes tamanhos.

As empresas devem focar em três pilares: implementar práticas éticas e transparentes de uso de dados, investir em ferramentas de análise de dados em tempo real, e trabalhar na integração de seus canais de comunicação. Além disso, é fundamental reconhecer que nem tudo que é possível fazer com IA deve ser feito, priorizando a responsabilidade e a conformidade regulatória.

O uso atual de IA em marketing foca principalmente na geração de conteúdo e automações básicas. O futuro será marcado pela transição para análise sofisticada de dados em tempo real, personalização baseada em dados primários, e automação inteligente de campanhas que se ajustam dinamicamente conforme os resultados são obtidos.

Os principais riscos incluem desemprego estrutural, aumento da desigualdade social, perpetuação de vieses e preconceitos, indefinição sobre direitos autorais, ameaças à privacidade e desafios éticos de segurança. Por isso, a regulamentação e as práticas éticas são fundamentais para garantir que a IA seja desenvolvida e utilizada de forma responsável e transparente.

A IA autônoma evoluirá de um papel de assistente para protagonista nas decisões estratégicas, oferecendo velocidade como vantagem competitiva. Isso exigirá que as empresas estabeleçam governança clara, confiem em sistemas de IA bem treinados, e se adaptem rapidamente às mudanças, transformando a capacidade de decisão ágil em diferencial competitivo.