No segundo artigo publicado este ano no portal MobileTime, o sócio-fundador e Diretor Executivo da Barões Digital Publishing, Paulo Henrique Ferreira, traz para a discussão, dentro do cenário de democratização da internet proporcionado pelo advento dos smartphones neste Século XXI, um tema fundamental em tempos de fake news e campanhas de desinformação: a responsabilidade midiática.
O texto, praticamente um manifesto pensado em conjunto com Fernando Paiva, publisher do MobileTime, fala sobre como em um país como o Brasil, com uma população altamente conectada e “heavy user” de aplicações como redes sociais, marketplaces e conteúdo, a ação de oportunistas vem causando danos imensos à sociedade. E aponta caminhos para marcas e grandes grupos de mídia usarem com responsabilidade os mais de cem milhões de celulares que estão nas mãos dos brasileiros hoje.
“Conversando há algumas semanas com o Fernando Paiva, publisher da MobileTime, estávamos estupefatos por conta do comportamento da mídia em relação à espetacularização de um brutal ataque a uma escola infantil. Promoção do nome do assassino, cobertura sensacionalista, midiatização insensível, que chegou ao ponto do ataque perder a referência da tragédia e do sofrimento humano. Tudo isso vindo da mídia dita “profissional”, que replica sem consciência, nem zelo, os métodos de ‘clickbait’ dos oportunistas”, escreveu o Diretor Executivo da Barões.
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Porta de entrada de informação e desinformação
PH Ferreira aponta que nenhum dispositivo de mídia sequer chegaram perto “da penetração e da ubiquidade do celular, em nível individual, em todas as camadas sociais e econômicas da população”.
Justamente por esse motivo, e pela alta circulação de fake news e campanhas de desinformação, é preciso que o tema “responsabilidade midiática” seja pautado com seriedade.
“Acredito que a responsabilidade midiática pode justamente constituir uma das diferenças positivas do jornalismo profissional”, afirma Fernando Paiva, publisher da MobileTime, para engrossar o coro.

Jornalismo responsável
O jornalismo, por sinal, não diz respeito apenas aos grupos tradicionais de mídia, como ressalta PH Ferreira em seu artigo. Segundo ele, marcas relevantes, sejam elas varejistas ou empresas B2B, também têm um papel importante na disseminação da informação.
“Todas as marcas de impacto na economia, inclusive as setoriais, precisam colocar a mão na consciência. Tanto para campanha de anúncios, que devem parar de poluir a mente e as telas das pessoas com venda a todo custo, bem como informação editorial em si. Afinal, toda marca que se propõe a liderar seu segmento tem a oportunidade e o dever de atuar em seu setor como um publisher editorial especializado, com conteúdos informativos, tutoriais e curadoria sobre seus campos semânticos, baseado em um planejamento em nível profissional. Não só produzir conteúdo, mas torná-lo acessível em forma, linguagem e distribuição: integrá-lo com buscadores, com as redes sociais e com as campanhas publicitárias, com qualidade editorial e integridade das informações”, afirmou PH Ferreira.
O que seria a “responsabilidade midiática”?
A responsabilidade midiática, para o autor do artigo, significa aproveitar o poder de penetração nos celulares que estão nas mãos de dezena de milhões de brasileiros “para ajudar a resgatar as boas práticas de consumo de conteúdo editorial e publicitário e mitigar o espaço de oportunistas”.
O Diretor Executivo da Barões clama para que as organizações promovam um basta “no sensacionalismo, na cultura do imediatismo, nas campanhas predatórias de vendas ou naqueles informes publicitários artificiais e ultraproduzidos, que não interessam a ninguém”.

Sociedade bem informada
Segundo ele, tanto as marcas quanto grupos de mídia devem começar a refletir sobre o conceito da responsabilidade midiática, para que possam atuar editorialmente de forma verdadeira e responsável. Esse tipo de postura, de acordo com PH Ferreira, colabora tanto para os negócios desses agentes quanto na construção de uma sociedade mais bem informada.
“Aquele mundo de reclames e sensacionalismo ficou para trás. Agora estamos em plena Sociedade da Informação, o século XXI, quando a sociedade demanda por informação e não por persuasão. E o celular, mídia com maior capilaridade na história, foi o grande catalisador dessa transformação. Líderes de organizações de grande visibilidade precisam desenvolver em suas equipes de comunicação e marketing, de forma clara e prática, responsabilidade midiática para lidar com essa plataforma de mídia móvel. Afinal, as pessoas precisam ser informadas e não convencidas. A mudança já aconteceu e o cenário está claro. Mas é preciso ter consciência das mudanças, responsabilidade na comunicação e atitude profissional para ser uma organização realmente construtiva e transformadora nesses tempos de transição midiática”, concluiu o executivo.
Dúvidas mais comuns
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Responsabilidade midiática é o compromisso de marcas e grupos de mídia em usar seu poder de penetração e alcance nos celulares e plataformas digitais para disseminar informações precisas, éticas e de qualidade. Significa aproveitar a ubiquidade do celular para ajudar a resgatar boas práticas de consumo de conteúdo editorial e publicitário, mitigando o espaço de oportunistas e combatendo fake news, sensacionalismo e campanhas de desinformação.
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O celular é o dispositivo de mídia com maior penetração e ubiquidade na história, alcançando todas as camadas sociais e econômicas da população brasileira. Justamente por essa capilaridade sem precedentes e pela alta circulação de fake news e campanhas de desinformação, é fundamental que marcas e grupos de mídia atuem com responsabilidade, pois têm o poder de influenciar dezenas de milhões de pessoas diariamente.
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Marcas relevantes, sejam varejistas ou empresas B2B, têm um papel importante na disseminação responsável de informação. Toda marca que se propõe a liderar seu segmento tem a oportunidade e o dever de atuar como um publisher editorial especializado, produzindo conteúdos informativos, tutoriais e curadoria sobre seus campos semânticos com qualidade editorial e integridade das informações, em vez de apenas promover vendas.
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A responsabilidade midiática não diz respeito apenas aos grupos tradicionais de mídia, mas também às marcas e organizações que atuam como publishers editoriais. Enquanto o jornalismo profissional tradicional tem o dever de informar com ética, a responsabilidade midiática estende esse compromisso a todas as organizações que produzem e distribuem conteúdo, exigindo que abandonem o sensacionalismo, o imediatismo e as campanhas predatórias de vendas.
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O Brasil possui uma população altamente conectada e 'heavy user' de aplicações como redes sociais, marketplaces e conteúdo, o que cria um ambiente propício para oportunistas. Os principais desafios incluem combater fake news, campanhas de desinformação, sensacionalismo irresponsável, clickbait, cobertura insensível de tragédias e a promoção de conteúdo artificial e ultraproduzido que não interessa ao público.
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Líderes de organizações precisam desenvolver em suas equipes de comunicação e marketing, de forma clara e prática, a responsabilidade midiática. Isso envolve integrar conteúdo de qualidade com buscadores, redes sociais e campanhas publicitárias, garantir acessibilidade em forma e linguagem, parar de poluir as telas com venda a todo custo, e priorizar informar as pessoas em vez de convencê-las.
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Adotar responsabilidade midiática colabora tanto para os negócios das organizações quanto para a construção de uma sociedade mais bem informada. Marcas que atuam editorialmente de forma verdadeira e responsável constroem credibilidade, diferenciação competitiva e relacionamento mais autêntico com seu público, posicionando-se como líderes construtivos e transformadores em seus segmentos.
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Na Sociedade da Informação do século XXI, a sociedade demanda por informação e não por persuasão. A comunicação responsável prioriza informar as pessoas com conteúdo verdadeiro, útil e bem curado, em vez de convencê-las através de técnicas manipuladoras, sensacionalismo ou campanhas predatórias. Essa mudança de paradigma reflete a transformação midiática catalisada pela ubiquidade do celular.