Barões


Desintermediação das marcas é a tônica de papo entre Marcos Motta e Barões no Youtube

Em programa ao vivo no canal Hubstage, debatedores falaram sobre os conceitos por trás do Brand Publishing e sobre como as marcas sobreviverão no “novo normal” após a pandemia de COVID-19

22 de abril de 2020

Redação

Nas últimas semanas, o advogado Marcos Motta, da Bichara e Motta Advogados, tem usado o Hubstage, canal de seu escritório no Youtube, para conversar ao vivo com personalidades importantes e líderes de mercado sobre os impactos da pandemia de COVID-19. E para falar sobre comunicação de marcas, os convidados do dia 21 de abril foram os sócios-fundadores da Barões Digital Publishing: Paulo Henrique Ferreira (Diretor Executivo), Bruno Costa (Diretor de Operações) e João Gabriel Pereira (Diretor de Tecnologia).

Veja aqui a íntegra do bate-papo:

Ao longo de pouco mais de uma hora de papo, os debatedores destrincharam os conceitos de “desintermediação”, usados como base para a fundação da Barões, em 2017. E falaram sobre como as marcas irão sobreviver durante e após a pandemia causada pelo coronavírus, no chamado “novo normal”, com foco especial no mundo do esporte e do entretenimento, que são as especialidades da Bichara e Motta Advogados. 

Embrião da Barões

No início do papo, os sócios da Barões falaram sobre como o jornal Lance foi um ponto de convergência em suas carreiras. No diário esportivo, os três se conheceram e desenvolveram um dos maiores cases de publishing digital no segmento: o Lancenet.

“Começamos, em 2008, a construir o Lancenet como um produto digital. E aí veio o João, para cuidar da área das plataformas, e o Bruno para cuidar dos processos não só de operação, mas também da conexão do Lance, na parte digital, com o mercado. E aquilo ali foi um turning point em nossas carreiras. Conseguimos arrebentar a boca do balão. Entregamos uma Copa do Mundo não só da África do Sul (2010), mas também a do Brasil em 2014, quando a maior parte da receita publicitária do Lance já foi no digital”, contou PH Ferreira. 

Desenvolvimento de um conceito

Além de ter sido um ponto de encontro, o trabalho no Lancenet acabou servindo para o começo da maturação de um conceito de desintermediação das marcas, que viria a ser a base para a criação da Barões Digital Publishing. 

“Quando vimos que o mundo não tinha mais espaço para intermediários, as marcas precisavam desintermediar, tivemos algumas outras passagens pelo mercado, mas em 2017 nos reunimos para montar a Barões com esse conceito que surgiu no Lance, na verdade”, completou o Diretor Executivo da Barões.

Conteúdo proprietário

Marcos Motta falou sobre como aprendeu com a Barões os conceitos de desintermediação de marcas e afirmou levar esses ensinamentos para sua vida profissional e seus negócios. 

“Quem não for digital e contemporâneo, morre. Você não pode simplesmente ser refém de uma plataforma, como o Instagram ou Facebook. Quando você é um proprietário de conteúdo, você é um publisher e entende essa desintermediação da comunicação entre o detentor do conteúdo e o consumidor, isso muda tudo. É uma transformação que eu tive, que vocês da Barões me ensinaram, e que eu aplico na minha vida profissional e no meu escritório”, afirmou Marcos Motta. 

O conceito de desintermediação

Para explicar a chamada “desintermediação”, PH Ferreira falou um pouco sobre teoria e história da comunicação, descrevendo o modelo vigente no século XX, antes da revolução digital, e citando o termo ‘a sociedade do espetáculo’, cunhado pelo escritor francês Guy Debord, em seu livro mais conhecido, de mesmo nome, lançado em 1967.

“Os meios de comunicação são intermediários, que emitem as mensagens das marcas e massificam a cultura. Aqui no Brasil uma emissora detinha oitenta por cento do budget, meia dúzia de jornais e algumas rádios. E a gente vivia essa ‘sociedade do espetáculo’. De repente, apareceu o celular, que é a maior mídia da história da humanidade, com a maior capilaridade, a maior expressão dessa rede mundial de conexão. E hoje agora estamos vivendo a ‘sociedade da informação’. E uma vez que todo mundo tem a possibilidade de produzir conteúdo de forma profissional e de ter a sua própria plataforma, não faz mais sentido você usar um intermediário. Legitimamente, uma marca que tem autoridade técnica e comercial, ela tem que ser o publisher do seu setor”, explicou PH.

Anunciantes x publishers

De acordo com Bruno Costa, a missão da Barões é fazer com que anunciantes pensem como publishers. E isso significa gerar valor antes de pensar em vender algo. 

“Você entrega o seu conhecimento, informa, entretém a pessoa. E só então você vai ter a licença para entrar com uma mensagem de venda. Hoje as marcas que são puramente anunciantes querem passar sua mensagem em trinta segundo na TV. Isso ainda funciona, mas cada vez menos, é cada vez mais caro e cada vez mais insustentável”, afirmou o Diretor de Operações. 

O que é o Brand Publishing

Entrando a fundo na prática do Brand Publishing, PH Ferreira e João Gabriel explicaram um pouco mais sobre a forma com a Barões trabalha. Segundo o Diretor Executivo, a empresa não é considerada uma agência pelos sócios, mas um escritório de Brand Publishing, que pensa em toda a cadeia que envolve o conteúdo, desde a criação de sua plataforma própria até a distribuição adequadas.

“A gente sempre fala que o conteúdo é só um elo de uma cadeia. São vários elos de um processo. O primeiro passo de um projeto de publishing é ter um planejamento muito bem definido. Se você não planeja bem e não define onde você quer chegar e como, você não faz nada. Depois, você tem que criar uma plataforma robusta, sólida, que atenda a todos os parâmetros da internet. Ela precisa ser indexável, rápida, é preciso entender o padrão de navegabilidade que seu usuário vai ter. Depois você entra no conteúdo, que é outro mundo. Depois entra na distribuição, e por aí vai”, disse João Gabriel.

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