Barões
Patagonia

Marca de roupas usa o conteúdo para defender causas ambientais

Com posicionamentos fortes e fãs engajados, a norte-americana Patagonia faz do ativismo uma de suas prioridades e aborda o tema com frequência em seu portal The Cleanest Line

14 de dezembro de 2019

Redação

A marca de roupas norte-americana Patagonia não tem qualquer receio em se posicionar sobre assuntos delicados, em especial sobre o meio ambiente. E por conta disso, possui uma legião de fãs que se identificam com esses ideais. Fundada em 1973, em Ventura, na California (EUA), a empresa começou vendendo roupas e acessórios para escalada. Hoje tem uma linha de produtos ampliada para diversos esportes e atividades ao ar livre. E faz do ativismo uma de suas prioridades. Tanto que aborda o tema de forma constante no The Cleanest Line, seu espaço oficial de conteúdo.

Batendo de frente com Donald Trump

Um dos exemplos recentes do ativismo da Patagonia foi um posicionamento que a marca fez contra um decreto de dezembro de 2017 do presidente norte-americano Donald Trump. Com uma canetada, ele diminuiu drasticamente as áreas de proteção ambiental dos Monumentos Nacionais Bears Ears e Grand Staircase-Escalante, ambas no estado de Utah, criadas pelo ex-presidente Barack Obama.

A marca criou uma “experiência interativa de cinema” chamada “Defend Bears Ears”, para incentivar as pessoas a agirem e pressionarem o governo. Além disso, a Patagonia compartilhou postagens dedicadas sobre o assunto no portal The Cleanest Line e nas mídias sociais. Um dos posts, inclusive, não poderia ser mais direto: “O presidente roubou sua terra“.

Porcentagem das vendas em prol do planeta

Além disso, a Patagonia doa 1% de nossas vendas para apoiar organizações ambientais em todo o mundo, por meio do movimento “1% for the Planet” (1% para o planeta), que tem como um dos fundadores Yvon Chouinard, o criador da marca de roupas.

“A intenção de One Percent for the Planet é ajudar a financiar essas diversas organizações ambientais, para que coletivamente possam ser uma fonte mais poderosa na solução dos problemas do mundo”, afirma Chouinard.

Conteúdo que cria engajamento

Além das questões ligadas ao ativismo ambiental, a Patagonia é uma marca de roupas e acessórios e, portanto, usa o conteúdo do portal The Cleanest Line também para outros assuntos mais relacionados com seus produtos, como escalada, corrida em trilhas, esqui, snowboard e cultura.

Bastante ativa também nas redes sociais, a Patagônia conta com mais de 4,4 milhões de seguidores em seu Instagram. A conta mostra o compromisso da Patagonia com as questões ambientais, ao mesmo tempo em que leva os fãs a conteúdos de longa duração.

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