As marcas, queiramos admitir ou não, nos inspiram de maneiras emocionais profundas. Sendo que as mais poderosas, especialmente em um mundo irreversivelmente conectado e digital, são cada vez mais instigadoras de mudanças. Leitores, espectadores e ouvintes julgam o conteúdo e uma marca com base na relevância para suas vidas e não como uma análise do seu modelo de publicação.
Personalidade da marca
Por isso, o artigo “The cult of brand personality: When brands meet publishing”, reproduzido no portal The CMO Show, fala sobre algo fundamental para uma marca que quer se tornar um publisher relevante: a personalidade da marca.
Para uma pessoa ler, ouvir ou assistir ao seu conteúdo, é preciso que a personalidade da marca sincronize com a audiência. Se oferece algo que realmente ressoe, a pessoa pode até compartilhar. Não porque está endossando sua marca. Mas porque é você quem a está endossando, ao oferecer um conteúdos que correspondam à própria marca pessoal de quem está do outro lado da tela.
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– Mentalidade de anunciante X mentalidade de publisher
“A indústria de mídia e marketing passou muitos ciclos discutindo sobre as diferenças entre marcas e editoras. Como resultado, deixamos de lado o denominador comum que realmente faz a diferença: a compreensão do seu público”, diz o artigo. “Não importa se você é uma empresa, governo, editor de mídia, canal social ou blogueiro independente com atitude. Se você não está escrevendo para o seu público, você simplesmente não terá sucesso”, completa o texto.
Mídia tradicional x Brand Publishing
A mídia tradicional, como destaca o artigo, normalmente reage a esse universo do conteúdo feito pelas marcas, em projetos de Brand Publishing, com uma mistura de desdém, descrença e rejeição.
Afinal, “os ideais mais elevados do jornalismo incluem independência destemida, o amor pela narrativa e a noção de que é um contribuinte inestimável para o funcionamento de uma democracia” lembra o texto no The CMO Show.
No entanto, podemos ver mais elementos de publicação de marcas dentro do mundo do jornalismo tradicional do muitos gostariam de acreditar.
Práticas similares
Quando nos aprofundamos, um canal proprietário de conteúdo de uma marca e a mídia tradicional contam com as mesmas práticas: estratégia de negócios, marketing, vendas, gerenciamento de partes interessadas, construção de canais de audiência, atendimento ao cliente, inovação e desenvolvimento de novos produtos.
E ao defender a “personalidade da marca” no conteúdo, o artigo sugere que é preciso ter estilo, sabor distinto, um ângulo agudo ou uma rotação inesperada, que faça sorrir.
“A maioria das pessoas pensa nisso como uma ideia de história pura. Mas uma vez que a marca se torna publisher, isso é algo que os gerentes de marca precisam entender. E, com isso, as marcas publishers acabarão por tirar o melhor dos dois mundos. Ao combinarem emoção, criatividade e suas cores de grandes marcas com a visão do público, envolvimento da comunidade e inteligência de grandes editores”, finalizou o artigo.
Dúvidas mais comuns
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Brand Publishing é a estratégia de comunicação que torna as marcas donas de seus próprios canais de mídia, permitindo que falam diretamente com seu público sem depender de veículos tradicionais. Embora a mídia tradicional e o Brand Publishing utilizem práticas similares como estratégia de negócios, marketing, vendas e construção de audiência, a principal diferença está na independência editorial e no propósito: enquanto a mídia tradicional busca contribuir para o funcionamento da democracia, as marcas publishers combinam emoção, criatividade e seus valores com a visão do público e engajamento da comunidade.
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A personalidade da marca é essencial porque determina se o conteúdo ressoa com a audiência. Para que uma pessoa leia, ouça ou assista ao seu conteúdo, é preciso que a personalidade da marca sincronize com a audiência. Quando a marca oferece conteúdo que realmente ressoa com os valores e interesses do público, as pessoas podem até compartilhar não porque estão endossando a marca, mas porque o conteúdo corresponde à sua própria marca pessoal.
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A compreensão do público é o denominador comum que realmente faz a diferença no Brand Publishing. Independentemente de você ser uma empresa, governo, editor de mídia, canal social ou blogueiro, se não está escrevendo para seu público, simplesmente não terá sucesso. Os leitores, espectadores e ouvintes julgam o conteúdo e a marca com base na relevância para suas vidas, não na análise do modelo de publicação, tornando a audiência o foco central de qualquer estratégia de conteúdo.
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Os cinco pilares da marca incluem propósito, posicionamento, personalidade, percepção e promoção. No contexto do Brand Publishing, esses pilares trabalham juntos para criar uma identidade clara e consistente. A personalidade, em particular, deve ter estilo, sabor distinto, um ângulo agudo ou uma rotação inesperada que faça sorrir, diferenciando a marca no mercado e criando conexões emocionais profundas com a audiência.
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A personalidade de uma marca é comunicada principalmente através do tom de voz nas comunicações. Um tom de voz consistente reforça a identidade da marca e ajuda os consumidores a se familiarizarem com seus valores. Ao criar conteúdo, as marcas publishers devem combinar emoção, criatividade e suas cores de marca com a visão do público, garantindo que cada peça de conteúdo reflita autenticamente quem a marca é e o que representa.
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O tom de voz é um elemento crucial na demonstração da personalidade e valores de uma marca. Quando os consumidores encontram sempre o mesmo tom consistente em todas as comunicações, eles se familiarizam mais com a personalidade e os valores dessa marca. Isso cria uma conexão emocional e reconhecimento, tornando a marca mais memorável e diferenciada no mercado.
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As marcas publishers podem tirar o melhor dos dois mundos ao combinarem emoção, criatividade e suas cores de marca com a visão do público, envolvimento da comunidade e inteligência de grandes editores. Isso significa adotar práticas de publicação profissional como estratégia de negócios, marketing, vendas e gerenciamento de audiência, enquanto mantêm sua personalidade única e autêntica. O resultado é conteúdo que não apenas informa, mas também inspira e ressoa profundamente com a audiência.
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As marcas mais poderosas nos inspiram de maneiras emocionais profundas e, em um mundo irreversivelmente conectado e digital, são cada vez mais instigadoras de mudanças. Isso ocorre porque essas marcas entendem que a relevância para a vida das pessoas é mais importante do que qualquer análise de modelo de publicação. Ao oferecer conteúdo autêntico que sincroniza com a personalidade e valores de sua audiência, essas marcas conseguem não apenas engajar, mas também influenciar comportamentos e perspectivas.