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personalidade da marca

Culto à personalidade da marca: uma forma de achar o tom no Brand Publishing

A marca que conhece bem o seu público e produz conteúdo direcionado tem muito mais chances de engajar e se tornar relevante

18 de janeiro de 2021

As marcas, queiramos admitir ou não, nos inspiram de maneiras emocionais profundas. Sendo que as mais poderosas, especialmente em um mundo irreversivelmente conectado e digital, são cada vez mais instigadoras de mudanças. Leitores, espectadores e ouvintes julgam o conteúdo e uma marca com base na relevância para suas vidas e não como uma análise do seu modelo de publicação.

Personalidade da marca

Por isso, o artigo “The cult of brand personality: When brands meet publishing”, reproduzido no portal The CMO Show, fala sobre algo fundamental para uma marca que quer se tornar um publisher relevante: a personalidade da marca.

Para uma pessoa ler, ouvir ou assistir ao seu conteúdo, é preciso que a personalidade da marca sincronize com a audiência. Se oferece algo que realmente ressoe, a pessoa pode até compartilhar. Não porque está endossando sua marca. Mas porque é você quem a está endossando, ao oferecer um conteúdos que correspondam à própria marca pessoal de quem está do outro lado da tela.

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Mentalidade de anunciante X mentalidade de publisher

“A indústria de mídia e marketing passou muitos ciclos discutindo sobre as diferenças entre marcas e editoras. Como resultado, deixamos de lado o denominador comum que realmente faz a diferença: a compreensão do seu público”, diz o artigo. “Não importa se você é uma empresa, governo, editor de mídia, canal social ou blogueiro independente com atitude. Se você não está escrevendo para o seu público, você simplesmente não terá sucesso”, completa o texto.

Mídia tradicional x Brand Publishing

A mídia tradicional, como destaca o artigo, normalmente reage a esse universo do conteúdo feito pelas marcas com uma mistura de desdém, descrença e rejeição.

Afinal, “os ideais mais elevados do jornalismo incluem independência destemida, o amor pela narrativa e a noção de que é um contribuinte inestimável para o funcionamento de uma democracia” lembra o texto no The CMO Show.

No entanto, podemos ver mais elementos de publicação de marcas dentro do mundo do jornalismo tradicional do muitos gostariam de acreditar.

Práticas similares

Quando nos aprofundamos, um canal proprietário de conteúdo de uma marca e a mídia tradicional contam com as mesmas práticas: estratégia de negócios, marketing, vendas, gerenciamento de partes interessadas, construção de canais de audiência, atendimento ao cliente, inovação e desenvolvimento de novos produtos.

E ao defender a “personalidade da marca” no conteúdo, o artigo sugere que é preciso ter estilo, sabor distinto, um ângulo agudo ou uma rotação inesperada, que faça sorrir.

“A maioria das pessoas pensa nisso como uma ideia de história pura. Mas uma vez que a marca se torna publisher, isso é algo que os gerentes de marca precisam entender. E, com isso, as marcas publishers acabarão por tirar o melhor dos dois mundos. Ao combinarem emoção, criatividade e suas cores de grandes marcas com a visão do público, envolvimento da comunidade e inteligência de grandes editores”, finalizou o artigo.