A partir de agosto de 2020, as empresas brasileiras terão de estar em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). E o que isso significa? Que elas terão de fazer o tratamento de dados pessoais na forma prevista na legislação. E como o Brand Publishing se insere nisso? Fica aí que contaremos logo abaixo.
Primeiro, é preciso lembrar que, quando a LGPD entrar em vigor, as empresas não poderão mais coletar – e tratar – dados pessoais sem dizer para qual finalidade eles se destinam. Assim, o tempo em que as pessoas não tinham ideia para onde iam os dados pessoais delas – quem já não forneceu o CPF na farmácia? – está chegando ao fim.
Em segundo lugar, ainda há muita desinformação por parte das marcas à respeito do impacto da lei em seus negócios. Ao mesmo tempo que a legislação dará maior transparência ao uso de dados, vai exigir das empresas a atenção a um assunto que até então elas não davam muito importância.
No entanto, ao estabelecer uma plataforma, na qual a marca se estabelece como uma produtora de conteúdo, ela tem em suas mãos um ativo que resolve esse problema. Pois a marca está fornecendo um serviço – que nada tem a ver com a venda de seus produtos/serviços core. Ao fazer isso, ela ganha o direito de pedir, de forma legítima, os dados de seu leitor consumidor.

O Brand Publishing e sua estratégia de dados
Isso é o que chamamos de estratégia de first-party data. Ou seja, dados primários, coletados diretamente pela empresa que os utiliza. E como eles são obtidos? Por meio de campanhas de marketing, distribuição de newsletteres e e-books, só para citar algums exemplos. Tudo isso sempre informando ao consumidor a finalidade do pedido desses dados.
Toda plataforma de publishing já nasce com essa estratégia de dados. E portanto, estão perfeitamente preparadas para esse novo momento na qual a privacidade de dados pessoais será mais respeitada. Por isso, sempre dizemos que o Brand Publishing hoje é um diferencial competitivo, mas na próxima década de 20 será uma necessidade operacional.
Dúvidas mais comuns
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Brand Publishing é a estratégia de comunicação que transforma as marcas em produtoras de conteúdo, estabelecendo suas próprias plataformas de mídia. Ao invés de depender exclusivamente de veículos tradicionais de comunicação, a marca fala diretamente com seu público através de seus próprios canais, como newsletters, e-books e plataformas de conteúdo, criando um relacionamento mais direto e transparente com seus consumidores.
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O Brand Publishing resolve um dos principais desafios da LGPD ao criar uma estratégia legítima de coleta de dados. Quando uma marca oferece conteúdo de valor através de sua plataforma de publishing, ela pode solicitar dados pessoais do leitor de forma transparente, informando claramente a finalidade dessa coleta. Isso permite que a empresa colete dados de forma legal e ética, em conformidade com a legislação.
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First-party data são dados primários coletados diretamente pela empresa que os utiliza, sem intermediários. Essa estratégia é fundamental para a LGPD porque permite que as empresas obtenham dados de forma transparente e consentida, através de campanhas de marketing, distribuição de newsletters e e-books. Diferentemente de dados coletados sem conhecimento do consumidor, os first-party data respeitam a privacidade e atendem aos requisitos legais da LGPD.
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A LGPD estabeleceu que as empresas não podem mais coletar e tratar dados pessoais sem informar claramente para qual finalidade eles se destinam. Isso significa maior transparência no uso de dados e exige que as marcas deem atenção especial à privacidade de seus consumidores. A lei encerrou a era em que as pessoas desconheciam o destino de seus dados pessoais, obrigando as empresas a serem mais responsáveis e éticas em suas práticas de coleta de dados.
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As empresas podem coletar dados de forma legítima oferecendo um serviço ou conteúdo de valor ao consumidor, como newsletters, e-books ou plataformas de conteúdo. Ao fazer isso, ganham o direito de solicitar dados pessoais de forma transparente, sempre informando a finalidade da coleta. Essa abordagem, conhecida como estratégia de first-party data, permite que a marca construa um relacionamento baseado na confiança e no consentimento informado.
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O Brand Publishing será uma necessidade operacional porque as plataformas de publishing já nascem com uma estratégia de dados integrada, preparadas para o novo contexto de privacidade e proteção de dados. Enquanto hoje é um diferencial competitivo, na próxima década será essencial para qualquer empresa que deseje coletar e utilizar dados de forma legal e ética. As marcas que não adotarem essa estratégia enfrentarão dificuldades crescentes em obter dados de seus consumidores de forma legítima.
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Dados coletados com transparência são aqueles obtidos quando a empresa informa claramente ao consumidor a finalidade da coleta e obtém seu consentimento. Dados coletados sem consentimento violam a LGPD e podem resultar em penalidades legais. O Brand Publishing promove a coleta transparente ao oferecer conteúdo de valor em troca de dados, criando uma relação justa onde o consumidor sabe exatamente para que seus dados serão utilizados.
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As plataformas de Brand Publishing já incorporam uma estratégia de first-party data desde sua concepção, o que as torna naturalmente alinhadas com os requisitos da LGPD. Elas coletam dados de forma transparente e consentida, informando sempre a finalidade do pedido. Isso significa que empresas que adotam Brand Publishing estão automaticamente em conformidade com a legislação de proteção de dados, sem necessidade de adaptações posteriores.