O cenário da coleta de dados de consumidores vem passando por uma profunda mudança nos últimos anos, especialmente por conta das leis de proteção de dados. E tem a promessa de mudar ainda mais com ações de gigantes da tecnologia como o Google, que vai acabar com os cookies de terceiros em seu navegador Chrome, e a Apple, que está mudando suas ferramentas para ajudar seus usuários a manterem suas informações privadas. Diante disso, a comunicação e o marketing das marcas precisa se adaptar para atingir seu público de forma eficaz, transparente e dentro das leis de privacidade. Mas já podemos adiantar uma coisa aqui: se você tem plataforma de mídia proprietária, conteúdo e consentimento de sua audiência, não há nada a temer.
Em artigo publicado recentemente, o Content Marketing Institute (CMI) ouviu 21 especialistas em conteúdo digital sobre o assunto. E pediu a todos que listassem três coisas que as empresas devem fazer agora para tratar a privacidade de dados. Reunimos aqui alguns dos principais conselhos desses profissionais.
A importância do consentimento
Criar sua própria base de dados capturando e-mails é uma das formas mais eficientes de atingir o seu público com a mensagem que você quer passar. Mas nunca adicione ninguém à sua lista de e-mail sem o consentimento explícito. Primeiramente porque isso é ilegal de acordo com várias leis de privacidade do mundo – o consentimento explícito do usuário é um dos pontos mais importantes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) do Brasil, por exemplo. Além disso, antes mesmo de as leis de privacidade serem criadas, isso já era algo altamente desrespeitoso com o seu público.
“Obtenha um plano para mudar das plataformas de mídia social para o e-mail. Você já leu seu boletim informativo por e-mail recentemente? É bom?”, provocou Joe Pulizzi, fundador do CMI.
Antecipe-se às leis de privacidade
Legislações mudam a todo tempo e você não sabe exatamente o que mais está por vir em termos de leis e regulamentos. Mas todos já sabemos que atenção à privacidade de dados veio para ficar.

Portanto, estude os regulamentos e práticas de privacidade em detalhes. Se necessário, consulte especialista e traga assistência externa. Monte um centro de recursos – seja intranet ou mesmo um espaço na nuvem, como o Google Drive – que contenha artigos, documentação e seus planos internos.
“Eduque a equipe de marketing e, em seguida, obtenha a aprovação dos executivos sobre as maneiras como você está adaptando seu marketing às regulamentações. E fique atualizado, pois as coisas estão mudando rapidamente”, disse Dennis Shiao, fundador da agência Attention Retention LLC, ao CMI.
Tecnologia: plataforma e ferramentas
Se há coleta de dados, é preciso que haja o armazenamento deles. E em ambas as ações, a tecnologia é a principal aliada, pois muitas violações de dados podem acontecer por conta de uma má gestão.
Um projeto de Brand Publishing bem feito, por exemplo, já nasce pronto e em total adequação às leis de proteção de dados, tanto em relação à forma como são coletados com o consentimento dos usuários quanto ao seu armazenamento e tratamento.
E tudo isso só é possível por conta de toda cadeia de valores usados na construção de um projeto dessa natureza. Afinal de contas, publishing não é apenas produção de conteúdo. Tem a ver, entre outras coisas, com a construção de uma plataforma de mídia proprietária – algo crucial para a coleta de dados primários.
Inteligência de dados
Os dados do cliente são tão valiosos quanto dinheiro. E devem ser tratados com essa importância. E é aqui que entra a inteligência de dados. Uma análise aprofundada no que o seu público te passa é algo fundamental para a sua estratégia de conteúdo. Tanto para clientes quanto para clientes em potencial e fornecedores.
Proporcionar informações e experiências que importem para a sua audiência fará com que ela deseje sempre estar perto de você.
Dúvidas mais comuns
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Privacidade de dados refere-se à proteção das informações pessoais dos consumidores e é regulamentada por leis como a LGPD no Brasil. Para as marcas, é fundamental porque garante conformidade legal, constrói confiança com a audiência e evita violações que podem resultar em danos reputacionais e financeiros. Com o fim dos cookies de terceiros e mudanças nas políticas de privacidade de gigantes como Google e Apple, as empresas precisam adaptar suas estratégias de marketing para coletar e utilizar dados de forma transparente e consentida.
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O consentimento explícito é um dos pontos mais importantes da LGPD e de outras leis de proteção de dados mundiais. Nunca se deve adicionar ninguém à uma lista de e-mail ou coletar dados sem permissão expressa do usuário, pois isso é ilegal e desrespeitoso com o público. Obter consentimento não apenas garante conformidade legal, mas também constrói uma base de dados de qualidade com pessoas genuinamente interessadas em sua mensagem, aumentando a efetividade das campanhas de marketing.
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As marcas devem estudar regulamentos e práticas de privacidade em detalhes, consultando especialistas quando necessário. É recomendável criar um centro de recursos com artigos, documentação e planos internos sobre conformidade. Além disso, é essencial educar a equipe de marketing sobre as regulamentações, obter aprovação dos executivos sobre as adaptações implementadas e manter-se constantemente atualizado, pois as legislações estão mudando rapidamente.
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Mídia proprietária é uma plataforma de comunicação de propriedade da marca onde ela coleta dados primários diretamente de sua audiência com consentimento. Um projeto de Brand Publishing bem estruturado nasce pronto e em total adequação às leis de proteção de dados, tanto na coleta consentida quanto no armazenamento e tratamento dos dados. Ter uma mídia proprietária permite que as marcas não dependam de plataformas de terceiros e tenham controle total sobre como os dados são gerenciados.
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A tecnologia é a principal aliada na coleta e armazenamento seguro de dados, prevenindo violações que podem ocorrer por má gestão. Plataformas de Brand Publishing bem desenvolvidas já nascem com conformidade integrada às leis de proteção de dados, garantindo que os dados sejam coletados com consentimento, armazenados adequadamente e tratados de forma segura. A escolha correta de ferramentas e plataformas é fundamental para proteger os dados dos clientes.
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Com o fim dos cookies de terceiros, o e-mail marketing torna-se uma das formas mais eficientes de atingir o público com mensagens direcionadas, pois baseia-se em dados primários coletados com consentimento explícito. Construir uma base de dados de e-mails de pessoas genuinamente interessadas em seu conteúdo oferece um canal de comunicação direto, controlado e em conformidade com as leis de privacidade, reduzindo a dependência de plataformas de mídia social.
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A inteligência de dados envolve uma análise aprofundada das informações que sua audiência fornece, permitindo criar conteúdo e experiências que realmente importam para ela. Dados de clientes, potenciais clientes e fornecedores são tão valiosos quanto dinheiro e devem ser tratados com essa importância. Proporcionar informações relevantes e personalizadas faz com que a audiência deseje estar próxima da marca, aumentando engajamento e lealdade.
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Cookies de terceiros são rastreadores colocados por empresas externas para monitorar o comportamento dos usuários em múltiplos sites, enquanto dados primários são informações coletadas diretamente pela marca com consentimento explícito do usuário. Com o fim dos cookies de terceiros, as marcas devem focar em construir relacionamentos diretos com sua audiência através de plataformas proprietárias, e-mail marketing e conteúdo de valor, garantindo conformidade com leis de privacidade como a LGPD.